Microinfluenciadores: a busca da audiência com conteúdo relevante

6 º Prêmio Microinfluenciadores Digitais e 13º Fórum Microinfluenciadores promoveram reconhecimento dos melhores creators e divulgaram as melhores práticas

Pode ser por vocação, para defender uma causa ou também para ganhar dinheiro com uma nova profissão, e ainda por obra do acaso. Seja qual for o sonho que motivou um creator, alguns conseguem romper a barreira do anonimato e já são estrelas em ascensão.  Muitas histórias foram contadas durante o 6 º Prêmio Microinfluenciadores Digitais e 13º Fórum Microinfluenciadores, ocorridos no sábado (11/5), com acesso gratuito e on-line. E muitos exemplos podem ser seguidos ou servir de inspiração para quem quer se dar bem no ramo.

Na abertura, Márcio Cardial, diretor do Cecom – Centro de Estudos da Comunicação e publisher  da Plataforma Negócios da Comunicação, que proveu os eventos, destacou que “hoje, celebramos não apenas os microinfluenciadores mais relevantes do país em 26 categorias,  mas também um marco  na evolução da comunicação e dos negócios no mundo contemporâneo. Estamos diante de uma era onde a influência digital molda nossas interações, decisões de compras e até mesmo nossas visões de mundo”. Por isso ele acredita que esse evento “não é apenas para reconhecer talentos, mas sobre reconhecer o poder transformador que os creators exercem em nossa sociedade”. E os creators “não apenas criam conteúdo, mas constroem marcas pessoais sólidas, conectando-se de forma genuína com seus seguidores e impactando positivamente suas vidas”.

Os painéis foram intercalados com as premiações. Em todos os momentos, os creators e especialistas na área debateram o momento atual e apontaram tendências para o futuro. Muitos lembraram o passado de lutas e dificuldades para conquistar o público. Algumas histórias foram emocionantes e de persistência, foco e resiliência.

Toda programação do Fórum está aqui neste link, com os três premiados de cada categoria. Os finalistas o Prêmio já foram divulgados em outra matéria no portal. E os premiados – três por categoria – podem ser conferidos aqui.

Também entrevistamos alguns creators, confira em duas matérias, uma aqui, outra nesta outra matéria.

Tecnologia e empreendedorismo

A primeira conversa foi conduzida por Márcio Cardial com três premiadas: Ana Paula Barbosa Martins ( Narrativa Feminina), da Categoria Entretenimento; Dani Junco (B2Mamy), da Categoria Empreendedorismo; e Karen Santos (UX para Minas Pretas), premiada em duas categorias: Empreendedorismo e Tecnologia. Ana Paula começou contando como faz para se diferenciar dentro de um universo de tantos canais em Entretenimento: “Nicho é importante para se destacar”. Cinema no caso dela. “Assim  somos reconhecidos pelas marcas. Quando comecei não tinha pretensão de monetizar, mas percebi que faltava quem falasse de filmes feitos e representados por mulheres”. Dani comentou acertadamente que “empreender é resolver problemas”, o grande mote o setor. E Karen declarou que a tecnologia mudou muitas coisas para os empreendedores: “Entender como digitalizar o negócio”.

Fotos: Freepik

Como não era para deixar de ser, o primeiro painel da manhã foi sobre tecnologia. “Inteligência Artificial – Qual o limite para a nova aliada dos criadores de conteúdo“, com Igor Barreto Pereira, estagiário de Marketing da Intel Brasil, Alexsandra Silva, cientista de Dados na Airfluencers e Thaís Barbosa, gerente de Marketing de Influência na AND, ALL.  “A IA ajuda o produtor de conteúdo a criar processos, pois a maior parte do tempo ele trabalha sozinho”, analisou Igor. “Tem uma parte free que o creator pode conduzir o negócio, mas a partir de terminado ponto ele precisa de dinheiro para investir no negócio”, lembrou Thais. Hoje ainda não tem muita postagem utilizando IA, mas as plataformas estão incentivando isso, principalmente na interação. Alexsandra informou que grandes empresas, como a Meta, já estão testando IA no CRM por exemplo, para os influenciadores, o bot responsivo,

Agro e Mobilidade

Premiados na Categoria Agro: Gabriel e Ana Kato (Agrocultura); Vivian Kaufert (Foco na Agronomia); além da  presença de Renan Magalhães, gerente de Comunicação da Bayer, conduzindo a conversa. Um dos desafios para ser influenciador do Agro, segundo Vivian é “que o Agro tem muitos públicos, e saber comunicar é desafiador. Gente que tem conhecimento técnico e quem esta começando”. Gabriel desse por sua vez que essa dificuldade de transmitir um conteúdo de qualidade técnica é de fato um desafio e para vencer isso Ana Kato disse que usa até o humor.

Em Arquitetura e Decoração, estiveram presentes as premiada Ísis Borgez (@isisborgez) e Simone Aline, da equipe do Cecom, conduzindo o papo. Ísis, formada em nutrição, contou que começou a compartilhar conteúdo de arquitetura porque entre 2013 e 2014, pouco antes de casar, estava montando o seu apartamento e começou a compartilhar isso, primeiro num blog, depois nas redes sociais. “Falo sobre decoração afetiva e minha vida pessoal também”.

Na Categoria Mobilidade, Ricardo Shimosakai (@ricardoshimosakai) e Nathachi Silva (Nathachi_Aventureira), compartilharam seus conhecimentos. Ricardo, cadeirante, disse que trabalha com mobilidade e lazer e turismo em seus canais. E se preocupa com o que chama de “mobilidade funcional”, pois “existem muitas leis para promover acessibilidade, mas elas não foram feitas por pessoas com deficiência e quem legisla não entende o mundo real de quem precisa”. Natachi concordou, e complementou que “se esperarmos as coisas melhorarem elas não acontecem”, o que exige empenho e sugestões dos creators. Ela lida com bicicleta, dentro da mobilidade urbana, a ciclomobilidade. Ela contou que se deslocava muito com bicicleta em São Paulo, para trabalhar e para  lazer, o que inspirou a começar a ser ciclo ativista.

A importância dos creators, Gastronomia, Tecnologia, Educação…

O próximo painel foi “Quem sou eu na fila da influência? – a importância dos nano e micro influencers”. Gi Souza, Influenciadora e Chef no Receitas de Minuto, um dos primeiros canais de gastronomia no YouTube, aponta que hoje tem influenciadores com números astronômicos de audiência mas que acaba não engajando uma comunidade. “Os micro e nanos, ao contrário, apesar de números mais reduzidos, conseguem falar mais próximo com sua comunidade. Giovana Gaioli, que trabalha há 10 anos no Marketing da Intel, principalmente nas categorias de Gamer e Consumo, que envolve o contato muitos influenciadores, procura conhecer cada influenciador com quem irá trabalhar, “para compreender o que ele ou ela entendem da marca”. Falando do setor, Mateus Hall, CEO do Clube de Influenciadores, insiste que “as marcas acreditam na regionalização, e que aí não adianta pegar influenciadores grandes”.

Freepik

Voltando aos premiados, agora na Categoria GastronomiaGi Souza, da Receita de Minuto, que atua há mais de 14 anos no setor, conduziu a premiação com as presenças de Amanda da Rocha (amandarchhh), Karol Lucena (@socializando.ideia), e Pedro e Nato (@pedroenato). Estes últimos, destaques da categoria, formam um casal e são jornalistas e há quatro anos produzem conteúdo de gastronomia de forma bem humorada. Amanda também é jornalista com registro CLT, trabalha com outras coisas e começou como creator durante a pandemia como hobbie. “Nada foi planejado”,  comentou. Karol. Além de gastronomia, compartilha “um pouco da minha vida e da minha casa” e seu foco são receitas fáceis.

Em Meio Ambiente e Sustentabilidade, as premiadas que participaram foram Camila Bueno Rodrigues (@camilibrio), e Thaiane Maciel (@thaianemaciel), consultora da Unesco, conduzidas por Giovana Gaiolli, gerente da Intel. Camila, bióloga, cria conteúdo há quatro anos, embaixadora do Greempeace, SOS Mata Atlântica, Cruz Vermelha, e outras. Fala principalmente sobre mudanças climáticas e consumo consciente. “Atuo com comunicação não-violenta para trazer esperança para as pessoas”, define. Thaiane é atriz e engenheira Ambiental por formação, e técnica de Meio Ambiente, e em 2015 criou o canal Novo Mundo, no YouTube, para falar sobre mudanças climáticas e sustentabilidade. Desde 2020 faz um trabalho de recolher resíduos em praias, com mais de 5 mil voluntários, 150 toneladas de resíduos retirados nessas ações em diversos lugares, no Rio e em São Paulo.

Na Categoria Tecnologia, participaram da premiação, Giovana Gaiolli, que mais uma vez conduziu a conversa (obrigado Giovana!!) com  Rafael Barros (Fala Rafa) e Joy Macedo (joysmacedo).  Joy trabalha com jornalismo de tecnologia há 12 anos (CanalTec, TecMundo…) e passou a criar conteúdo em vídeo, entre outros motivos, porque sentia falta da representatividade de mulheres nesse segmento. Rafa começou como streamer de jogos no Twitter, sempre gostou de tecnologia, fez uma transição, e agora fala de tecnologia abordando muito de jogos e consoles. “Fui seguindo a minha onda e deixei a vida me levar”.

Categoria Educação, infelizmente só pode estar presente a  premiada Julia Jaccoud, com a participação especial do professor Noslen Borges. Para Borges,  já premiado no passado aqui no Microinfluenciadores, “fazer Educação na Internet é difícil”. Julia (A Matemaníaca), começou há oito anos no YouTube, hoje forte também no Instagram, ao mesmo tempo em que está fazendo mestrado, produz uma matemática criativa, nada de certo ou errado como muita gente pensa, e que tem espaço para colaboração. “As pessoas procuram a matemática em momentos específicos, como provas e vestibulares, então ofereço uma perspectiva mais criativa”.

O que todo mundo quer saber…

No painel “Quem sabe faz ao Vivo – Métricas efetivas colocam ponto final no amadorismo, com Emerson Neves, head de Comunicação na TSBetc, Maria Marques, gerente de Marketing (LATAM) na HypeAuditor, e Marina Lopes, gerente de Data Strategy na AND, ALL. Emerson ressaltou a importância do evento para os profissionais e o mercado e com as métricas “é possível avaliar o sucesso de uma campanha de marketing de influência. Marina, 10 anos de mercado, opinou que “quando se fala em métricas, quem não conhece muito o assunto pensa que se refere a algo superficial, e a gente precisa linkar isso com a estratégia. Quais as métricas que temos que acompanhar? Como falei, depende de cada objetivo”. Maria Marques, desde 2014 no marketing digital, complementa ensinando que antes de acompanhar as métricas de uma campanha “deve-se acompanhar as métricas do influenciador”.

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Prosseguindo as premiações, Categoria Viagem e Turismo. Emerson Neves, head de Comunicação na TSBetc, que conduziu o painel anterior, ajudou na premiação dessa categoria. Estiveram presentes Everton Silva (Para Onde ir Agora), e Carla Fonseca (@carlafonseeca). Carla, 25 anos, formada em Veterinária, começou há 5 anos seu Instagram e cresceu com o “Vamos Viajar”. Ano passado ela fez um intercâmbio para aprender inglês, e também compartilhou essa experiência em diversos países, e fechou publis por causa dessas viagens. “Uma coisa foi puxando outra”, ressalta. Everton que lutou contra um câncer e venceu, teve forças para lidar com essa adversidade, pois, segundo ele, queria muito continuar seu trabalho de viagens. Foi sua motivação. Queria visitar outros lugares. Depois da cura, começou a compartilhar suas experiências de viagem no blog, Instagram e YouTube. Hoje, vive só de viagens, monetiza e faz publis. E faz parte da associação de blogueiros de viagens.

Na Categoria Entretenimento, Bruno Block conduziu a conversa com os premiados Matheus Alves e Jocasta Vilela. Jocasta leciona inglês, tem clube um de leitura, e como creator desenvolve um trabalho com literatura. Ela sempre falou de livros com alunos e, depois que se tornou mãe e ficou mais tempo em casa partiu para criação de conteúdo em vídeo. “Após oito anos falando de livros já consigo viver de microinfluência, campanhas com autor ou editoras”. Mesmo caminho seguiu Matheus, que diz testar vários formatos de vídeos, com duração diferentes. “Tenho que testar para ver o que o publico quer”, confessa.

Outro assunto que todo mundo tá interessado, no painel “Amigos, pero no tanto – Assinaturas, comunidades e outras estratégias para monetizar nas redes”, com Dany Martines; André Barrossócio-fundador da On The Nose, agência de conteúdo e experiência; e Gustavo Almeida, sócio Co-fundador da Mfield, empresa de marketing de influência.  Dany é artista plástica e tem canal junto com o marido, design gráfico, há 10 anos nas plataformas. “Como é a minha profissão tento ensinar o conteúdo, que é um faça você mesmo”. Seus rendimentos são instáveis na plataformas, confessa, e diz “se virar” para sempre encontrar formas de monetizar. Como o clube de assinaturas, que tá crescendo muito, segundo ela. Gustavo concorda e lembrou que o Brasil é o país que tem mais gente sobrevivendo apenas de internet e de marketing de conteúdo, mas só sobrevive quem produz um conteúdo autentico e quando conseguem de fato criar uma comunidade. André, por sua vez, diz que “a venda da influência é o grande produto, e  muitas vezes o que falta para o criador é se entender como marca”. Para André “a venda da influência é o grande produto”. Ele cita a parceria comercial que tem com o Podpah –  podcast brasileiro apresentado por Igor Cavalari e Thiago Marques, formado em 2020. É considerado um dos maiores podcasts do país, com mais de 8 milhões de inscritos no YouTube: “Uma live de apoio à tragédia do Rio Grande do Sul, criada em menos de 48h, com vários artistas, em 6h arrecadou mais de R$ 2 milhões”.

Na Categoria Família, a premiação, estive presente apenas a Larissa Souza, com apresentação de Dany Martines, artista plástica e influenciadora digital.  Larissa começou despretensiosamente, postando a rotina de sua filha e o público logo se identificou, chegando logo a 40 mil seguidores, principalmente mães.

Para a Categoria Fitness, esteve na premiação on-line a Lorena Brunet Chacon, apesentada por Carol Borba. Sobre manter um estilo de vida fitness, Lorena declarou, primeiro, que se sentiu muito grata por ser uma pessoa considerada fora do padrão, não tem o corpinho magrinho e sarado. “Não é fácil manter esse estilo de vida, e meu bom desempenho na internet foi mostrar minha mudança de vida, sempre gostei de academia, mas passava muito tempo sedentária. Um dia priorizei minha saúde, meu bem estar, e nessa guinada mudei meu estilo de vida. Para isso tem que ter muita determinação”.

No painel “Movimentos que ensinam – Novas plataformas e ferramentas desativadas sinalizam o que os usuários querem”. com Josi Gamer, Influenciadora e Apresentadora do Mundo Maker no SBT; Izadora de Melo Barros, CEO e Líder de Comunidades na Commu; e Nayara Ruiz, consultora de Branding e MKT de Influência Nayra, esteve no Prêmio em 2022. Ela aconselha a fazer uma crítica pessoal, saber que caminho trilhou, o que faz ali no momento e o que se diferencia. Izadora, da Comu, diz que as plataformas são feitas para o interesse das big techs, e não do público ou dos creators, então surge uma falta de controle, com pessoas saindo das redes, criticam…”sinto que estamos num momento em que as pessoas querem ter mais controle sobre suas vidas, pois ninguém tem controle dos algoritmos”. Para Josi, as pessoas, até os creators mais famosos, começam a desconfiar das plataformas e buscam novas formas de monetizar ou gerar recursos com patrocinadores.

As verdades de cada um

Na Categoria LGBTQIAPN+ compareceram Gabriela Augusto, Vitor Martins e Jupitter Pimentel Zamboni, com apresentação de Rogério Louro, diretor de comunicação da Nissan. Jupitter disse levar sua causa para palestras, oficinas, escolas. Entre os desafios, segundo Jupitter, “existe necessidade de abordar temas que pessoas tem dúvida, e o problema é fazer com que a pessoas entendam. Por exemplo, “no meio corporativo a linguagem é outra”. Gabriela fala que as pessoas são preconceituosas muitas vezes por desconhecimento e assim “tenho me dedicado a uma produção de conteúdo leve e didática”. Vitor falou em “criar uma influência positiva que reverbere”.

Categoria Literatura foi apresentada por Márcio Cardial, com Alec Costa e Aione Simões.  Aiona desde 2011 produz conteúdo literário, e é escritora; Alec começou muito novo, com 14 anos, e por não ter livraria e biblioteca na cidade dele, nem amigos leitores, se dedicou a divulgar o mundo dos livros. Após 10 anos, diz que a literatura salvou sua vida. “Meu objetivo é levar a literatura para as pessoas”.

Na Categoria Beleza Make, esteve presente  Kamila Kim, com apresentação da também influenciadora Dani Salvador.  Kamila lembrou que quando iniciou não via muita abordagem de asiáticas, as quais, segundo elas, eram estereotipadas. Fala muito para coreanos. Ela era  maquiadora, e “sem querer comecei, eu postava as fotos dos trabalhos que fazia, mostrava modelos asiáticos, e depois da pandemia me dediquei mais e me transformei em influenciadora”.

Categoria Beleza – Cabelo: aqui Dani Salvador também conduziu a premiação com  Joicy Eleiny, Isabela Froes e Isabela Novaes. Joicy começou quando, segundo ela, estava descobrindo a textura natural do seu cabelo. “Criei como um espaço de troca, ensinando e aprendendo”. Isa Novaes começou também de forma despretensiosa: “As pessoas perguntavam pelo meu cabelo e aconteceu de forma natural, um ano depois”. Isabela Fores lembra que, durante a pandemia, queria encontrar mais influenciadoras negras para se sentir mais representada.

O painel “Qual é a sua verdade – No show das redes o que vale a pena mostrar”, conduzido por Angélica Consiglio, CEO da Planin. Dani Salvador , criadora de Conteúdo e autora do livro Eu e Meu Cabelo, começou declarando que “o que temos de mais importante é a nossa credibilidade”. Para Iasmim Marques, sócia na Agência We MKT 360, os influenciadores tem sim que “falar sobre suas dores, vulnerabilidade e suas conquistas”, mostrando naturalidade. “Hoje temos quinhentos mil influenciadores”, enumera Angélica querendo mostrar que agora, qualquer pessoa que participa de uma rede social também é um influenciador de certa medida, além daqueles que se organizam como uma  profissão. “Um microinfluenciador muitas vezes tem mais  impacto do que um grande influenciador em seu nicho”.

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Na Categoria Movimento Negro, Daiana Lopes, que faz parte do time de Diversidade da Nissan, apresentou o único premiado que esteve presente, João Marcos Bigon.  Ele explicou que “roda o país inteiro para falar sobre o tema na educação, para professores, gestores escolares da rede pública, porque existem leis para a cultura negra e indígena, então essas culturas precisam ser debatidas”.

Diana Lopes continuou as apresentações na Categoria PCD, e esteve presente o Gabriel Machadinho. Ele destacou que muitos estudantes o procuram, para trabalhos de escola sobre a questão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. “E falo bastante sobre meu nicho que é videogame”.

Na Categoria Saúde esteve presente a premiada Mariana Marangoni, e apresentação foi feita novamente por Rogério Louro, diretor de Comunicação da Nissan. Mariana, recém-formada em medicina, e esse foi seu início nas redes: compartilhar a sua rotina como estudante de medicina. Agora, formada, pretende “mostrar meu dia a dia como médica”.

Painel “Fora do Eixo – O diferencial de campanhas com vozes de diferentes partes do país”. Tratou da diversidade, com a participação de Leanda Lívia, CEO e Founder do Instituto Moda Mundo, e Nanna PrettoHead de marketing da Praktes Health. Nanna trouxe alguns números para nortear a conversa: “Hoje, temos em média, 500 mil influenciadores no país, destes, 60% no eixo Rio-São Paulo”, região que centraliza a maior parte das verbas das empresas”. E deu como exemplo a semana relativa ao Dia da Consciência Negra, com 20 de eventos em Salvador (BA) e salvo uma ou outra ação pontual, a prefeitura da capital que bancou tudo. Leandra concorda que é difícil ter a pluralidade nas campanhas de marketing das marcas, de várias regiões. “Não pensam na autoridade do creator regional”.

Leanda Lima continuou, desta vez, apresentando os premiados da Categoria Moda, com Matheus Ferreira, Bia Florent e Mariana Magon.  Bia revelou que sempre gostou da câmeras, e desde pequena, brincando com bonecas, já usava um celular para gravar. “Como mulher preta, espero inspirar, levar motivação para outras pessoas”. Mariana, formada em publicidade, e desde a época da faculdade se envolveu com produção de conteúdo. Hoje também trabalha com marketing, é cliente que contrata influenciadores e também contrata creators. “Adquiri o olhar da marca e do influenciador”. Matheus começou a criar conteúdo digital por acaso, e desde 2014 vem postando, “mas depois da pandemia me dediquei mais a trazer dicas de moda”.

Na Categoria Body Positive, Fernanda Dabori, da Fundamento Grupo de Comunicação apresentou as premiadas. Camis Rinaldi aproveitou seu  grande circulo de amigos, e quando stories começou no Instagram, iniciou a produzir conteúdo e logo depois, de forma mais profissional.  Hoje trabalha CLT como coordenadora de marketing numa multinacional e se adaptou a ser creator mostrando sua rotina. Nathalia Viana se dedicou a mostrar como “cultivar o amor próprio e isso é questão de roupa”.

Mais influência

Em Educação Financeira, depoimentos incríveis das premiadas Thaisa Durso (que é surda) e Evelyn Machry, apresentadas pela jornalista de economia a apresentadora de TV Denise Campos de Toledo. Evelyn trabalha no mercado financeiro há 3 anos e todos os dias faz o Minuto Genial, e fala de forma simples para qualquer pessoa que queira aprender sobre o mercado. Thaisa se dedica a levar o universo das finanças para a comunidade surda, que também quer poupar, conhecer melhor as finanças, mas tem dificuldade de acesso à informação, principalmente no rádio, TV e vídeo.

No último painel da noite, “POV além do padrão – O fortalecimento das comunidades unidas pela inclusão”, Fernanda Dabori, da Fundamento, voltou para conduzir o papo da representatividade nas redes. Também nesse painel esteve de volta Thaísa Durso, Influenciadora do Poupe com Estilo, e Amanda Diniz, da agência Mosaico. Amanda comemorou o fato das pessoas, dos consumidores estejam cobrando caca vez mais das marcas um posicionamento a respeito da diversidade. “A melhor estratégia de marketing é a conexão e isso é muito difícil de fazer om uma pessoa que você não se identifica”. Thais comentou sua luta e dificuldade para convencer empresas a investir num publico mais diversos e em acessibilidade para os surdos.

Encerrando a noite de sábado, Simone Aline, da equipe de Eventos do Cecom conversou com Larissa Cantarelli, uma das vencedoras na Categoria Mobilidade. Ela, que se dedica a causa do ciclismo, do meio de transporte via bicicletas. Defensora da ciclovia diz que “quanto mais puder falar da bicicleta como mobilidade, é um meio de incentivar a sociedade a fazer projeto e usar a bicicleta como meio de transporte. E outros meios de transportes, como ônibus e até a caminhada”. Larissa viaja para vários países nessa sua causa, e veem influenciado muita gente a adotar esse estilo de vida.


O evento adotou como causa a Casa Hope, que cuida de crianças com câncer, e as pessoas podem acessar o QR Code na tela para fazer sua contribuição.


Assista aqui o vídeo completo dos eventos.


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