O 3 de maio é comemorado em todo o planeta como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Nestes tempos de epidemia da desinformação, de grupos políticos e econômicos organizados em manter gabinetes de ódio e escritórios especializados na produção e transmissão de fake news, para favorecer suas crenças ideológicas e, principalmente, seus interesses financeiros, a data tem um significado importante.
A imprensa livre resiste e enfrenta seus detratores que gostam de confundir as massas com falsos conceitos de liberdade de informação. Como se a liberdade de informação e de opinião fosse a liberdade de detratar adversários e mentir deliberadamente.
Todos os anos, o dia 3 de maio é uma data que celebra os princípios fundamentais da liberdade de imprensa, avalia a situação da liberdade de imprensa em todo o mundo, defende os meios de comunicação dos ataques à sua independência e homenageia os jornalistas que perderam a vida no exercício da sua profissão. O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU em 1993, na sequência de uma recomendação adotada na vigésima sexta sessão da Conferência Geral da UNESCO, em 1991. Esta, por sua vez, foi uma resposta a um apelo dos jornalistas africanos que, em 1991, produziram a histórica Declaração de Windhoek – uma afirmação feita com jornalistas africanos em 1991 afirmando os princípios da liberdade de imprensa junto com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Celebração em Brasília
O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS) realiza, nesta segunda-feira (4), às 14h, sessão especial no plenário do colegiado, em Brasília, pelo Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado neste domingo (3). A reunião, no Plenário nº 7, no Anexo II, Ala Senador Alexandre Costa, é aberta ao público.
A sessão será conduzida pela presidente do CCS e presidente-executiva do Instituto Palavra Aberta, Patricia Blanco. A ANJ integra o conselho, representada por seu diretor de Relações Institucionais, Júlio César Vinha, conselheiro suplente, indicado pela entidade na vaga das empresas de imprensa escrita. O titular do setor é o presidente da ANER, Rafael Menin Soriano.
Participam do encontro o coordenador do Setor de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil, Adauto Soares; o secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, João Brant; e as jornalistas Basília Rodrigues e Bia Barbosa, da RSF e da Coalizão em Defesa do Jornalismo.
O CCS é previsto na Constituição de 1988 e instituído pela Lei 8.389, de 1991. O colegiado reúne 13 titulares e 13 suplentes, com mandato de dois anos, e atua na produção de estudos, pareceres e recomendações sobre temas ligados à comunicação social no país, além de analisar projetos de lei em tramitação no Congresso. A atual composição inclui representantes de empresas de imprensa escrita, rádio e televisão.
De acordo com notada Unesco alusiva a data deste ano, o dia 3 de maio serve como um lembrete aos governos da necessidade de respeitarem seu compromisso com a liberdade de imprensa e também é um dia de reflexão entre os profissionais da mídia sobre questões de liberdade de imprensa e ética profissional. Igualmente importante, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é um dia de apoio aos veículos de comunicação que são alvos de restrições ou da abolição da liberdade de imprensa. É também um dia de lembrança para os jornalistas que perderam a vida na busca por uma notícia.
Conferência internacional e prêmio
A Conferência do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa de 2026, intitulada “Moldando um Futuro de Paz” , acontecerá em Lusaka, no dia 4 de maio. Diversos eventos também serão organizados online. A lista completa dos eventos organizados mundialmente pela UNESCO e seus parceiros está disponível aqui .
A cerimônia de entrega do Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa UNESCO/Guillermo Cano será realizada na sede da UNESCO em 4 de maio.
O tema do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa de 2026 baseia-se nas tendências globais identificadas no relatório mais recente da UNESCO, “Tendências Mundiais em Liberdade de Expressão e Desenvolvimento da Mídia”.







