Segundo dia do Fórum Empresas que Melhor se Comunicam com Colaboradores abordou a comunicação no futuro

Painéis apontaram a necessidade de um ambiente de trabalho saudável e também lançaram olhares para um futuro cada vez mais automatizado, mas sem perder o capital humano

No segundo dia do 2° Fórum Empresas que Melhor se Comunicam com Colaboradores, promovido pelo Cecom – Centro de Estudos da Comunicação e Plataformas Melhor RH e Negócios da Comunicação, foram abordadas as preocupações com o futuro da comunicação diante de novos meios, principalmente na era da inteligência artificial e o papel das empresas no bem-estar dos funcionários. Durante diversos painéis ficou clara a necessidade de transformar dados em inteligência diante de mundo que exige cada vez mais agilidade e informações rápidas e o papel do diálogo no team building.

O primeiro painel, Hora de digitalizar o diálogo, destacou a importância que as redes sociais corporativas tiveram durante o auge da pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021 e durante o pós-pandemia. Relembrou-se como a comunicação e as redes sociais internas foram essenciais para o funcionamento das empresas em um momento em que contatos físicos e presenciais eram evitados. Participaram Juliana Annunciato, head de Comunicação Interna e Marca Empregadora da Dasa; Renato Acciarto, relações institucionais e especialista em Comunicação Corporativa, Interna e Digital; e Wellido Teles Pereira, da Ânima Educação.

Juliana, da Dasa: desafios na pandemia

A conversa fluiu também sobre a necessidade das redes sociais corporativas serem uma forma eficiente de engajar funcionários e equipes, mantê-los atualizados sobre as novidades da empresa, colaborar em projetos, fornecer feedbacks e aumentar a transparência nas atividades. Contudo é necessário contar com uma equipe responsável pela manutenção da plataforma, treinamento dos usuários, coordenação das atividades e monitoramento do desempenho.

Ao contrário das redes sociais tradicionais, as redes sociais corporativas são exclusivas para os membros das empresas ou organizações e podem ser personalizadas com recursos e ferramentas específicas para atender às necessidades de cada organização.

Acciarto: necessário monitoramento

Uma das speakers deste painel, Juliana, da Dasa, conta que durante a pandemia muitas empresas foram pegas de surpresas na forma como se comunicavam com seus funcionários à distância, visto que não era prioridade em muitas companhias. Na Dasa já havia uma plataforma, parecida com o Facebook, exclusiva para a comunicação entre os funcionários. “Mesmo já tendo uma plataforma, foi muito desafiador”. 

Acciarto destaca que a presença em multicanais para transmitir informações aos funcionários é cada vez mais essencial para o desenvolvimento das empresas e que depende do perfil do público para que a empresa possa adequar a melhor ferramenta. “De acordo com as necessidades e os objetivos algumas ferramentas funcionam melhor que as outras necessário fazer o monitoramento”, destaca.

A comunicação interna como ferramenta de sensibilização e troca de saberes foi tema do segundo painel, Construindo a mudança, na presença de Priscila de Freitas, gerente de transformação organizacional da Saint-Gobain Produtos para Construção; Alexandre Pessôa, gerente de comunicação e marketing da Synergia Consultoria Socioambiental e Cássia Monteiro, gerente de comunicação interna da Kavak.

Priscila, da Saint-Gobain: liderança como agente de comunicação

Nos últimos anos a diversidade e inclusão tem sido um dos temas mais debatidos dentro das empresas. Apostar em equipes diversas só traz benefícios, mas muitas companhias ainda não conseguem engajar seus colaboradores em torno dessa pauta, sendo papel da  comunicação interna abraçar a causa e levá-la aos colaboradores. 

Priscila aponta que a liderança é o principal agente de comunicação dentro das empresas, sendo aliados na disseminação das ações da companhia. Na Saint-Gobain é através dos comitês de diversidade que saem as ideias de DI da empresa. A área de comunicação é a responsável por compartilhar os temas “Trabalhamos em várias frentes, temos grupos de WhatsApp que a área de CI compartilham com as equipes, também temos eventos que aproximam as lideranças com outros times”.

Alexandre, da Synergia: múltiplos canais

Alexandre lembra que na Synergia utilizam diversos canais para engajar  e sensibilizar o colaborar  “Para atingir o maior número de pessoas precisamos usar o maior número de canais e meios”.

Comunicação empresarial  mudou

A transformação na hierarquia das empresas ganhou destaque no painel seguinte, Papo reto, integrado por Suzie Clavery, gerente sênior de Marca Empregadora, Experiência de Pessoas e  Comunicação Interna da UnitedHealth Group; Rogério Louro, diretor de comunicação corporativa e RP da Nissan e Daniela Bittencourt, gerente sênior de comunicação da Único.

Suzy, da UnitedHealth Grpup: programas para dar voz aos funcionários

A comunicação top down, ou comunicação vertical, está mudando, de acordo com as discussões do tema. Com o avanço tecnológico e a democratização do acesso à informação, as hierarquias e estruturas rígidas de comunicação estão sendo substituídas por modelos mais  participativos.

Agora, todos têm voz e podem contribuir nas tomadas de decisões. As empresas e organizações já estão se adaptando a essa nova realidade, criando canais de comunicação mais abertos, que permitem a interação e o diálogo entre líderes e colaboradores.

Suzy lembra que programas que dão voz aos funcionários são sucesso em várias empresas porque há muito tempo esperava ouvir quem também faz parte do cotidiano da companhia, mas só com a pandemia houve mudanças “A covid impulsionou em trazer voz para todo mundo não só as lideranças, as pessoas queriam participar desses processos”, afirma suzy.

Daniela, da Único: canais de apoio

“Estamos investindo cada vez mais no protagonismo do funcionário”, afirma Rogério. O diretor de comunicação corporativa da Toyota lembra que a empresa  está tentando cada vez mais se aproximar dos colaboradores com ações como: reunião de presidente com todos os funcionários.

Daniela observa que depois da pandemia o processo comunicacional precisou ser revisto para tornar mais inclusivo aos colaboradores. A empresa criou canais de apoio onde todos os colaboradores se encontram e discutem as pautas da empresa, eventos de conexão entre equipes e espaços de diálogo entre líderes e outros funcionários.

O painel 4 #ForYou: é hora de atualizar a fala, tratou de focar nas transformações que a CI está passando dentro das empresas e o uso das redes sociais nestas mudanças. A tecnologia está mudando rapidamente a forma como as empresas gerenciam a informação e interagem com seus clientes e funcionários. As empresas de todos os setores estão sendo obrigadas a se adaptar a uma nova realidade marcada pela presença das redes sociais e outras ferramentas da era digital.

O tema foi discutido por Guilherme Almeida, gerente de Comunicação Corporativa da Edenred; Luciana Del Fiaco, gerente executiva de Marketing Organizacional do Banco do Brasil e  Cristiano Caporici, diretor de Comunicação e Marketing do Tecnobank.

Caporici, do Tecnobank: conversar com usuários das redes

Cristiano salienta que o maior desafio das empresas no ambiente digital é não apenas informação, mas  conversar com os usuários das redes, mesmo que inconsciente muitas empresas já estão vivenciando a comunicação direta, alavancada, principalmente, pela pandemia.

No Banco do Brasil, tem sido um grande desafio, Luciana conta que pelo continente de funcionários grande, e espalhados por todo o país, as redes sociais descentralizou o disseminação de informação, fazendo comunicação individual que atinge todos os funcionários.

A pandemia não foi um momento decisivo para a mudança nas redes sociais do BB, mas, sim, parte de um processo que já estava iniciado, conta Luciana. “As redes sociais foram evoluindo e trazendo um tom mais informal, hoje temos pelo Brasil todo pessoas que colaboram com a comunicação dentro da empresa”. 

Luciana, do BB: evolução das redes sociais

Guilherme concorda que é preciso desmistificar que a comunicação feita nas redes sociais de grandes empresas não pode ser informal, para ele é só reflexo da atualidade. “A forma que se comunicava há 50 anos, não é a mesma de hoje, não precisa ser algo caro para as empresas”, afirma.

Saúde mental também deve ser prioridade das empresas

Para criar uma cultura empresarial que valorize e promova a saúde mental, é preciso começar com a liderança. No painel Para manter o foco, lideranças discutiram como criar um ambiente onde não haja estigma em torno desses problemas e fornecer recursos adequados para ajudar os funcionários a gerenciá-los.

Participaram do debate Daniel Arouca, diretor de Recursos Humanos da Colgate-Palmolive; Daniela Bortman, head de saúde ocupacional da Bayer e Jorgete Lemos, CEO da Jorgete Lemos Pesquisas e Serviços. 

Jorgete: desafios do afastamento por problemas psicológicos

O discurso deve estar alinhado com a prática para ter consistência nas ações porque se não tiver a empresa acaba perdendo credibilidade. Na Colgate, no pós-pandemia foi realocado o centro de bem-estar físico para o mental “para que o funcionário possa trazer autenticidade ao mercado de trabalho, o funcionário precisa estar bem”. 

Jorgete lembra que nos últimos 5 anos os afastamentos por problemas psicológicos aumentaram mais de 50%, sendo que a maior causa desse problema está na cultura da empresa e na falta de preparo dos líderes “Muitos líderes não foram identificados competência de ordem social e emocional, e esqueceram que teriam que gerir gente”

Daniela, da Bayer: não medir esforços para programas de bem-estar

Para a especialista o principal motivo do esgotamento é sobrecarga de trabalho, na pandemia foi exigido mais do que as pessoas poderiam entregar, reuniões que desrespeitaram o horário de trabalho.

Daniela lembra que na Bayer há mais de 10 anos tem programas de bem-estar para funcionários. “A Bayer não mede esforços, temos muito espaço para trabalhar o tema. Difícil um líder dirá que saúde não é importante, mas na prática poucos focam na saúde dos indivíduos”. Opina.

Reter talentos deve ser prioridade das empresas

Eunice, da Novelis: tudo começa com propósito e legado

A comunicação é um pilar fundamental para reter talentos nas organizações. Isso porque, quando a empresa possui uma cultura de comunicação aberta e transparente, ela proporciona um ambiente mais saudável e estimulante para que os colaboradores possam desenvolver seus talentos e habilidades. O tema fez parte das discussões do painel Palavra que conquista, que contou com a participação de Nêmora Müller Reche, diretora de Comunicação Corporativa LATAM & Brasil da Syngenta Proteção de Cultivos; Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis e Larissa Schlosser, analista de Recursos Humanos do Hospital Israelita Albert Einstein.

Larissa, do Einstein: ser acessível a 20 mil funcionários

Na visão de Eunice, tudo começa com propósito e legado da organização. Para que haja uma relação duradoura entre funcionários e empresa é preciso que haja confiança, relação positiva e transparência. Outro ponto levantado pela especialista é o interesse em recolher os bons trabalhos prestados. “Todos esses pontos são atributos básicos de uma boa liderança, o líder tem papel fundamental no engajamento e retenção de talentos. Pontua Eunice.

No Hospital Israelita Albert Einstein o maior desafio, segundo Larissa, é ser acessível aos 20 mil funcionários. Para engajar e dar a sensação de pertencimento aos funcionários e se sentir atingido, as redes sociais corporativas são  fundamentais “O relacionamento entre as equipes e os líderes é fundamental para o alinhamento de um bom trabalho”, opina Larissa.

Nêmora,, da Syngenta: pesquisa mostra satisfação

Na Syngenta, um dos instrumentos é criar ambientes seguros para dar voz para todos os colaboradores possam se expressar e contribuir para a estratégia e entrega da empresa. A empresa também tem buscado investir na comunicação para trazer informações institucionais com profissionais contando sobre a área de experiência deles.  Anualmente a empresa faz uma pesquisa de clima para saber como as pessoas estão se vendo na empresa. “No ano passado 93% se dizem satisfeitos. Essa pesquisa nos orienta no que vamos fazer para continuar tendo engajamento e orienta o RH para trazer planos de ações significativos”, pontua Nêmora.

No penúltimo painel do dia, O que seu time realmente quer?, as discussões sobre a importância de escutar o que os seus colaboradores realmente querem continuaram. Elizabeth Rodrigues, executiva de RH da Vedacit; Raffael Mastrocola, CEO Latin America da OLIVER e Fernanda Pajares, coordenadora de Comunicação Interna, Cultura e Marca Empregadora da CVC Corp discutiram os segredos para realizar uma pesquisa de clima certeira e os diferentes tipos de pesquisa de clima, que variam em relação às questões abordadas, ao formato de respostas e à forma como os resultados são apresentados.

Fernanda, da CVC:  sanear as dores

Na Vedacit, há anualmente uma pesquisa de engajamento para medir, também fazemos uma pesquisa de pulso amostral com temas específicos para tomada de decisões mais rápidas. Na CVC Corp, também há pesquisa de engajamento uma vez ao ano para medir o ambiente de trabalho, carreira e liderança.

Fernanda destaca que antes de pensar nas questões da pesquisa e ter em mente o que de fato fazer com as informações e como endereçá-las para que os colaboradores confiem mais em colocar suas respostas e dados. “Aqui na CVC nos reunimos e trabalhamos em um plano de ação para sanar as dores dos funcionários, isso é o fundamental para uma pesquisa de clima e engajamento”,  destaca.

Tecnologia para otimização de processos

Com a crescente demanda por otimização de processos nas empresas, investir em automatização na Central de Informações (CI) tem se mostrado uma opção altamente viável e eficiente.

A utilização de chatbots e outras plataformas automatizadas permite o fluxo de informações contínuo entre a empresa e seus clientes, reduzindo significativamente o tempo de retorno de respostas e aumentando a eficiência na resolução de problemas. 

Simone do Grupo Pereira: uso do WhatsApp e chatbot

A automação permite que rotinas antes realizadas manualmente sejam agilizadas, liberando os profissionais da CI para tarefas mais estratégicas, o tema foi alvo de debate no painel “Eu, robô?“, que contou com a participação de Simone Cotta, gerente de Comunicação Corporativa e ESG do Grupo Pereira; Hugo Godinho, CEO da Dialog e Igor Vazzoler, fundador e CEO da Progic.

Simone lembra que inicialmente a empresa apostou no WhatsApp para fazer a comunicação entre os funcionários, porém foi ficando inviável para o modelo de negócios, já que não atingia todos os públicos. O uso do chatbot, inicialmente usado pela área de Recursos Humanos para otimizar o processo burocrático da empresa, ajudou a otimizar também a jornada do colaborador. O robô passou a ajudar os clientes na compra de produtos e responder questões, tornando-se a identidade da empresa na jornada de compra dos clientes. “Além das questões básicas de RH, o chatbot consegue ser fofa e ajudar quem precisa de um produto nosso” explica a gerente.

Godinho, da Dialog: apostar na inteligência artificial

Hugo complementa apontando que na comunicação interna a inteligência artificial é uma grande aliada, porque cria engajamento, cria posts, indica briefings e conferem mais eficiência ao trabalho.

Para o futuro, os speakers acreditam que haverá confusão entre o que é humano e o que é robô, diante de tecnologias que escrevem, simulam voz humana, expressões faciais. “É difícil saber o quanto de disrupção vai ter, e como vai impactar, mas o caminho deixa claro que isso vai acontecer e não vai demorar tanto”. Prevê Igor. 

Assista ao primeiro dia do evento aqui

Assista ao segundo dia de evento aqui

 

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