Por Marília Gusmão
Vivemos um momento em que a comunicação ganhou um novo status dentro das organizações. Mais do que uma função de suporte, ela se consolidou como um ativo estratégico de liderança, especialmente em setores complexos e altamente regulados como a indústria farmacêutica. Nesse contexto, comunicar bem é parte essencial da responsabilidade de quem lidera.
Comunicar em saúde exige, acima de tudo, consciência do impacto que cada mensagem pode gerar. Estamos falando de temas que orientam a tomada de decisão, moldam expectativas e, muitas vezes, impactam diretamente a vida das pessoas. Por isso, não basta informar. É preciso traduzir conteúdos técnicos com clareza, manter o rigor científico e, ao mesmo tempo, estabelecer uma conexão genuína e de confiança com diferentes públicos.
A construção de confiança passa por consistência e transparência. Isso envolve diálogo contínuo com múltiplos stakeholders, incluindo profissionais de saúde, gestores públicos, parceiros institucionais, imprensa e a sociedade. Ao promover essa troca estruturada e responsável, a comunicação passa a atuar como articuladora, contribuindo para o fortalecimento dos sistemas de saúde e, consequentemente, para a ampliação do acesso a
cuidados de qualidade.
Quando a informação chega de forma clara e relevante, também impulsiona a conscientização, o diagnóstico precoce e jornadas de cuidado mais efetivas, consolidando-se como uma ferramenta essencial para promover equidade.
E as campanhas de conscientização ilustram bem esse potencial. Iniciativas como a campanha Com Apoio a Vida Segue, no Outubro Rosa, realizada em parceria inédita com os Correios, mostram como é possível ampliar o alcance das mensagens e chegar a públicos diversos em todo o País. Esse tipo de ação reforça como a comunicação pode ser uma ponte concreta entre informação e cuidado.
Liderar comunicação hoje também exige estratégias cada vez mais integradas e orientadas por dados, mas é o elemento humano que deve ser mantido como central e guiar nossas decisões. Em um ambiente marcado por novos canais, diferentes formatos e uma audiência cada vez mais diversa, escutar, compreender contextos e reconhecer a pluralidade de realidades são competências essenciais nesse processo.
Na AstraZeneca, a comunicação caminha lado a lado com a ciência e a inovação como um dos pilares para transformar a saúde. Ao conectar informação de qualidade com propósito, contribuímos para um futuro em que mais pessoas tenham acesso a cuidados de saúde sustentáveis e possam viver com mais qualidade.
Construir confiança é um exercício contínuo e, em um cenário de alta complexidade, é a comunicação responsável, transparente e empática que sustenta uma liderança verdadeiramente relevante.
Marília Gusmão é diretora executiva de Assuntos Corporativos da AstraZeneca








