O momento é de transição para as agências de comunicação e relações públicas (PR). A presença cada vez mais ampla da comunicação em ambiente digital traz uma série de reflexões sobre as mudanças que vêm acompanhando o trabalho das assessorias de imprensa. Inovação e agilidade são temas que deverão continuar pautando o trabalho das agências no futuro, independente de seu tamanho. Soma-se a isso os conceitos de informação e integração, de pessoas e marcas, que norteiam o trabalho do profissional de PR.

Uma marca que busque ampliar sua visibilidade, deve considerar o trabalho de agências pautadas em compreender as necessidades de seus clientes, que estejam atentas e de olho nas mudanças dos formatos de comunicação para, assim, identificar a melhor estratégia de comunicação para seu público-alvo. Afinal, é preciso estreitar relacionamentos e incentivar o engajamento e o diálogo por meio de conteúdos inovadores e boas histórias. As ferramentas são novas, mas o trabalho continua o mesmo: criar e manter reputações para as marcas.

Mas nem sempre é fácil para o cliente decidir por uma agência “para chamar de sua”, a começar pelo porte, se pequena ou grande. São inúmeras as dúvidas e outro questionamento comum é como identificar aquela que poderá, no fim do dia, gerar valor, confiança e construir a reputação desejada. E ainda que prevaleça a máxima de que “tamanho não é documento”, a verdade é que uma escolha equivocada pode minar o crescimento do negócio, levar à perda de tempo e dinheiro, além de causar muita dor de cabeça.

Então, como saber o tamanho ideal para as suas necessidades? Antes de mais nada, é preciso desconstruir alguns mitos relacionados às agências de comunicação, como o de que apenas as agências grandes podem entregar resultados mais robustos aos seus clientes. Isso não é verdade!

O porte da agência de comunicação não é fator determinante para o sucesso da sua estratégia de comunicação. O relacionamento com a imprensa e com os influenciadores não está atrelado ao tamanho da equipe, mas sim à criatividade para desenvolver pautas, à consistência dos contatos e, principalmente, à qualidade e relevância das informações, entre outros fatores que fazem do atendimento dentro de uma agência um diferencial no negócio do cliente.

O ideal, neste caso, é verificar qual a expertise da agência e as competências dos profissionais que poderão lhe atender. Além disso, é importante saber se a empresa possui equipes com vivências no ambiente digital e qual a relevância para o seu negócio. A presença das marcas em ambiente digital ganha cada vez mais importância, mas é preciso considerar o desenvolvimento de um trabalho de qualidade que considere todos os cenários. Quando o assunto é comunicação, estes são pontos que podem impulsionar ou atravancar a sua estratégia.

Outro conceito equivocado é a ideia de que as agências grandes podem oferecer mais soluções e suporte para seus clientes. Na prática, acontece o contrário: nas agências menores, todos os clientes são fundamentais para a sustentabilidade do negócio e, por isso, encontram profissionais dedicados a tirar o plano de comunicação do papel e entregar resultados personalizados.

Mas independente do porte, serviços e horas contratadas, nenhuma equipe faz milagre quando os ruídos de comunicação não estão apenas com o público externo das empresas, mas habitam principalmente os processos internos de governança. A palavra de ordem é engajamento e, para essa parceria dar certo, todos precisam estar na mesma página e direcionados para o mesmo alvo, tanto o atendimento na agência, quanto a interface e, principalmente, o líder da empresa. É preciso tempo e dedicação de todos para colher resultados.

A dica para não “bater cabeça” e fazer contratações mais assertivas é não balizar escolhas apenas pela apresentação dos times comerciais das agências. O importante é identificar: qual a expertise que aquela agência tem no segmento do seu negócio; a quantidade de horas ou disponibilidade de profissionais que estão sendo contratados; se a sua interface está capacitada e tem liberdade para trabalhar a comunicação da sua empresa; como a agência desenvolve estratégias no ambiente digital e como se prepara para o futuro.

Após o esclarecimento dessas questões ficará mais fácil decidir pelo perfil da agência de comunicação, que esteja alinhada às demandas internas e de marketing da empresa e que disponha de uma equipe que realmente vista a camisa. Se você ainda não escolheu sua agência, saiba que os recursos destinados ainda são pequenos perto da exposição de mídia que sua marca pode conquistar e do retorno de investimento futuro. Mas tudo isso só é possível a partir do desenvolvimento de histórias e conteúdos interessantes, transparentes e sólidos, que acabam contribuindo para reforçar a reputação de uma marca.

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Cristiane
Moraes

Cristiane Moraes é jornalista, professora de comunicação e escritora. Fundadora da CM Comunicação Inteligente.Mais artigos