O crescimento do mercado de influência exigiu que modelos alternativos de investimento fossem criados, tendo em vista que já não são apenas as publis e a monetização das plataformas que sustentam toda a estrutura da creator economy.

O surgimento das startups trilhou um novo caminho para esse mercado. Atualmente, a partir dessa iniciativa já é possível comprar e se tornar investidor de parte de um perfil favorito. Esse novo modelo de investimento é mais um caminho que os microinfluenciadores podem seguir para a obtenção de renda.

“Acredito que quando se vende para a audiência ela pode amplificar os negócios e se tornar uma espécie de advogados da marca. Essa audiência que investiu no perfil pode assistir mais os vídeos, e além disso, convidar outros amigos para conhecer o conteúdo. Esse engajamento é importante pois quando se fala em AdSense, quanto mais a audiência sobe, mais receita é gerada”, afirma Ricardo Wendel, CEO e Founder da startup DIVI-HUB, durante o 4ª Prêmio Microinfluenciadores Digitais e 10ª edição do Fórum sobre Marketing de Influência.

A DIVI-HUB é uma startup que propõe esse modelo de investimento em que a audiência pode investir no perfil do creator. “Esse modelo é baseado em fragmentar investimentos através do passion investment em canais do Youtube, games e música por apenas R$ 10. O público consumidor pode investir no conteúdo e a divisão de resultados para as partes é o grande sucesso do negócio”, explica Wendel.

Painel sobre como reconstruir o mecanismo financeiro para remunerar a todos

SEGUIDORES VIRAM INVESTIDORES

No passion investment, os investidores já gostam do conteúdo e também podem ser mini sócios do projeto. “Ter o investimento de uma empresa que eventualmente não vai ter uma relação emocional é totalmente diferente. O diferencial desse modelo é a conexão direta que o investidor tem com o criador e com o conteúdo”, destaca André Barros, Sócio do Foras de Série.

Barros acredita que esse modelo de investimento, que já auxilia microinfluenciadores, pode ser a próxima grande onda da creator economy e atingir também os macro.

“Grandes criadores já estão reclamando que a taxa de monetização caiu. Nesses casos, é interessante mudar os métodos e trazer uma forma diferente para ganhar dinheiro sem ser explorando a audiência, mas sim trazendo o público para ganhar junto. A nova geração já está percebendo a importância de ser um sócio ativo e o passion investment pode ser a próxima grande onda”, completa.

NOVA PERSPECTIVA

A monetização já não sustenta toda a estrutura da creator economy como antigamente. Integrar o conteúdo do canal com a proposta das marcas também é uma das formas de gerar perpetuidade. Segundo Barros, ser remunerado pelas marcas é mais garantido do que pelas plataformas.

“Muita coisa mudou no ambiente virtual desde 2013, quando iniciamos o planejamento do ‘Desimpedidos’. Há 8 anos no ar, apesar de muitas coisas terem mudado na forma de monetizar, por visão, planejamento e necessidade, nós já estavamos observando o cenário que temos hoje de utilizar modelos alternativos”, explica.

Para o futuro da economia criativa, Wendel aponta que a audiência é quem traz o resultado. “O público está super propício a fazer o negócio alavancar junto com o criador. Por exemplo, se eu sou um dos donos de uma música que gosto muito, além de eu passar a consumir com mais frequência, com certeza também vou indicar para outras pessoas”, completa.

 

SAIBA MAIS

Quer conferir todos os debates e conversas do evento? O 4ª Prêmio Microinfluenciadores Digitais e 10ª edição do Fórum sobre Marketing de Influência está disponível na integra no canal da Negócios da Comunicação.

Clique aqui para assistir ao evento.

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