O trabalho dos influenciadores digitais e todos que produzem conteúdo para as redes sociais tem um grande aliado, ou talvez um grande inimigo: o algoritmo. Essa programação interna, que ninguém consegue ter acesso na íntegra e que está em evolução constante é um desafio a ser vencido e o responsável pela dificuldade de saber quais conteúdos farão ou não sucesso.

Pam Nascimento, atriz e influenciadora digital, aprendeu em 2017 – quando esse tema começava a ser discutido – que o algoritmo privilegiava sempre alguns tipos de conteúdo específicos. Para ela, essa dinâmica pode ser bem injusta, pois conteúdos bem elaborados que dependem de muita pesquisa para serem produzidos podem acabar não alcançando um número satisfatório de pessoas.

O desafio da produção de conteúdo que não chega até a audiência foi o tema do painel “Entrega sem rastreio”, durante o 9° Fórum sobre Marketing de Influência. Além de Pam Nascimento, participaram também da discussão Michel Escanhola, especialista em Comunicação Digital da Volkswagen Brasil e Reinaldo Quinto, VP de Estratégia e Criação da Ketchum.

Algoritmo é desafio a ser enfrentado por criadores de conteúdo

“Eu parei de culpar apenas a máquina e comecei também a pensar e fazer uma reflexão sobre como as pessoas, a minha audiência, lidam com esses algoritmos e buscam o conteúdo dos seus influenciadores favoritos”, relata Pam Nascimento. Para ela, essa reflexão foi o caminho para não desanimar do trabalho de influenciadora digital.

A paixão pela comunicação e a vontade de criar foram os principais motivadores da atriz, que defende a importância de refletir para quem você está criando, como você está criando e porquê você está criando aquele conteúdo. “Por isso, quando eu faço uma publicidade, por exemplo, tenho que pensar se ela está ligada internamente ao que eu sou e aquilo que a minha comunidade está acostumada a ver”, destaca.

Como a influenciadora trabalha com conteúdos que dependem de um trabalho maior de elaboração, discutindo temas como empoderamento, feminismo e maternidade, a tendência das redes sociais de privilegiar conteúdos rápidos e de fácil consumo é um desafio constante para Nascimento.

“Chegou um momento em que eu achei que não ia aguentar mais, aí vieram diversas crises isso interfere muito na nossa criatividade. Por isso, eu busco sair um pouco da rede social, buscar referências em lugares além do Instagram e produzir para mídias diferentes”, explica a influenciadora. “Além disso, converso muito com outros criadores de conteúdo que estão fazendo aquele trabalho por gostar das redes sociais”, complementa.

“Nós vimos ao longo dos anos uma queda de alcance das publicações devido à frequentes mudanças nos algoritmos das plataformas. Dentro desse cenário, observamos como muitos influenciadores tiveram que adaptar as suas estratégias e seus conteúdos para aumentar a relevância e chegar até mais pessoas, mas muitas vezes vemos que esses creators se tornaram reféns dos algoritmos”, alerta Reinaldo Quinto, da Ketchum.

Para Quinto, é essencial pensar sempre no conteúdo que a audiência quer consumir e encarar os algoritmos apenas como desafios desse processo. Ele reforça também que é necessário estar inteirado das boas práticas que todos buscam seguir, como o formato da thumbnail e pedir para que a audiência ligue as notificações para o seu conteúdo. Além disso, o contato com outros influenciadores para discutir as melhores estratégias é apontado como uma maneira de aprender a lidar melhor com o algoritmo

“Do ponto de vista das agências, tivemos o trabalho de buscar estudar e entender o que funciona para a audiência de cada influenciador”, explica Reinaldo Quinto. Segundo ele, esse processo levou a criação de direcionamentos estratégicos focados no público de cada criador de conteúdo. “Temos a cultura de falar muito com o criador de conteúdo durante todo o processo, porque ninguém melhor do que ele para saber o que funciona com a sua audiência”, destaca.

Essa dificuldade em criar conteúdos que chegam até a audiência afeta principalmente os microinfluenciadores. Porém, de acordo com Quinto, essa pode ser uma oportunidade para que esses influenciadores consigam mais espaço, pois “os grandes nomes acabam sendo beneficiados financeiramente pelos algoritmos por criarem conteúdos sempre utilizando a mesma fórmula”. Para ele, a liberdade criativa que os microinfluenciadores possuem, por ainda não terem desenvolvido uma fórmula de sucesso, abre espaço para campanhas mais experimentais.

Michel Escanhola, da Volkswagen, vê muitas oportunidades nos microinfluenciadores, pois eles conseguem ter uma relação mais próxima com a sua audiência e às vezes possuem um engajamento até maior do que os grandes influenciadores.

“É uma dinâmica de tentativa e erro, tanto de quem aciona os influenciadores quanto para o criador de conteúdo. O algoritmo desafia a todos nós e, no final das contas, só a plataforma ganha com ele”, reforça Escanhola.

Saiba mais

Quer conferir todos os debates e conversas do evento? O 9º Fórum sobre Marketing de Influência está disponível na integra no canal da Negócios da Comunicação.

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