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Comunicação e transformação são duas grandes conhecidas. Caminham juntas em um mundo onde novas tendências, formas de consumo e de comportamento surgem a cada momento. A mudança de planos sempre fez parte do cotidiano do marketing, na busca de maneiras inovadoras de se conectar com clientes e mercado. No entanto, pelo menos desde que o marketing existe enquanto disciplina, nunca se viu uma transformação tão significativa quanto a que estamos vivendo. E essa transformação super acelerada demandou uma resposta radical da comunicação, da forma como as companhias se relacionam com seus stakeholders. O ano marcado pela pandemia do Coronavírus também será lembrado como o período que deu partida a uma era de renovação na comunicação.

A transformação, seja do mundo, dos negócios, da sociedade e, também, da comunicação só se dá através da inovação. E ela não existe sem planejamento. Mas planejar em meio a um mar de incertezas é muito desafiador. E ainda mais é conseguir prever diferentes cenários, rever e redirecionar a rota, e se preparar para o próximo nível, seja ele qual for. O risco é inerente ao processo, e precisamos estar cada vez mais abertos à possibilidade de não acertar de primeira. É necessário reconhecer que não temos as respostas isoladamente, que atuamos em um ecossistema complexo e que precisamos criar juntos esse próximo nível.

Inovação e propósito

Se colaboração e cocriação são os caminhos para inovar e transformar empresas, ter um propósito claro e reconhecido é a única via para marcas se manterem relevantes e empáticas junto aos seus públicos. Esse é o grande desafio da comunicação, e é duplo: precisamos inovar com propósito. A inovação por si não constrói uma marca. Apenas por meio de valores e ideais, amplia-se a identificação de colaboradores, clientes e parceiros. Esses valores e ideais precisam ser comunicados, entendidos, além de reconhecidamente valiosos. Devem ser capazes de transformar experiências, negócios e a sociedade em prol de um bem comum.

A coerência em relação ao propósito da marca e a capacidade de transmitir isso é o core de qualquer estratégia de comunicação. Essa clareza é o ponto de partida para se ativar as plataformas e os conteúdos onde essa história será contada. Não tem receita pronta, especialmente no contexto atual e, menos ainda, no que vem pela frente. Os eventos físicos voltarão, mas as lives já marcaram seu espaço. O consumo de conteúdo ampliará ainda mais nos meios digitais e redes sociais, com inúmeros recursos para isso como webinars, e-books e podcasts. Novidades surgirão a cada dia.

A digitalização da comunicação é um caminho sem volta e se vale de uma explosão de dados para se tornar cada vez mais assertiva. É importante ressaltar que assim como conteúdos e plataformas, todos os dados disponíveis só têm valor quando existe coerência e quando há um plano claro de onde se deseja chegar. Em tempos tão difíceis, saber o ponto de chegada pode não ser trivial, mas a capacidade de reavaliar e mudar os planos é um legado que 2020 nos deu.