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Antes da pandemia o universo da Comunicação já vivia em um momento de transformação, ou revolução. Com a covid-19 alguns processos que estavam em andamento foram acelerados e outros surgiram para atender às novas necessidades. Ainda em 2020, começou o debate de como seria a nossa área pós-pandemia, a retomada, mas a segunda onda nos obriga a focar novamente nas medidas mais emergenciais. Mesmo assim, pode demorar, mas vai passar e a Comunicação não será como antes.

Tanto na área de assessoria de imprensa quanto na de comunicação interna, é inegável que no último ano evoluímos muito no uso de tecnologias e recursos digitais e isso é um aprendizado que naturalmente será mantido para os próximos anos. Mas, por outro lado, o contato humano, com interações presenciais, é fundamental, ainda mais na sociedade brasileira. Esses são exemplos simples de que o futuro deve ser a união do que melhor fizemos nestes dois mundos, o pré-pandemia e o vivido na pandemia.

No cenário tecnológico, o próximo passo é tornar as reuniões/salas virtuais mais atraentes e integrá-las com o que há de mais moderno nas redes sociais e até mesmo o que estamos aprendendo com as transmissões por streaming. Depois de um ano com overdose do uso de videoconferências, o que era novidade e excelente solução para manter as pessoas próximas, começa a ficar maçante e é necessário evoluir para continuar despertando o interesse da audiência e surpreendendo. Investir em personalização e experiências pode ser um caminho.

O avanço tecnológico seguirá acelerado, mas dependendo do objetivo de cada ação/plano, deverá ser considerado em conjunto com atividades presenciais. É a estratégia de adotar uma prática híbrida, aproveitando os recursos digitais e promovendo uma integração com o contato humano, que sai ainda mais valorizado no pós-pandemia.

Em ambas as situações, virtuais e presenciais, a Comunicação passa a ser cada vez mais humanizada. Não dá para ser indiferente, tratar as pessoas como manada, para usar uma palavra que ficou em evidência com o coronavírus. Neste caso, a liderança mais próxima dos funcionários e de outros stakeholders, assumindo seu papel de líder e de quem é o primeiro a cuidar dos colaboradores, parceiros, clientes e seus familiares, é peça chave nesta interação.

Contudo, a estratégia para combinar, de maneira útil, o que já vínhamos fazendo com o que aprendemos neste período de tecnologia acelerada, somada aos interlocutores certos, precisa ainda, e cada vez mais, de um olhar cuidadoso para a cultura da empresa, o real propósito de dentro para fora. Mais do que nunca vai se falar e cobrar a adoção de políticas de ESG, as verdadeiras e inseridas na base da empresa. Estamos em uma revolução, mas há sinais para onde devemos ir.