Não foram poucas, nem superficiais ou temporárias as mudanças desde o início da pandemia. Amadurecemos em muitos sentidos, e é natural que esperemos essa mesma evolução das marcas com as quais nos relacionamos. As expectativas sobre o papel do setor privado estão mais elevadas do que nunca e não basta mais ofertar produtos e serviços de qualidade. Agora, as pessoas anseiam que as empresas assumam compromissos de longo prazo e façam sua parte para endereçar os desafios da sociedade – entre eles, a reparação de injustiças históricas impostas a minorias (ou grupos minorizados) por meio de políticas de promoção à diversidade e inclusão.

Clientes e consumidores, cada vez mais, estarão atentos a organizações que genuinamente valorizam pessoas e despendem esforços na busca pela diversidade, em todos os níveis hierárquicos. O compromisso com essa frente permeará, portanto, a estratégia das companhias conectadas com os movimentos sociais e seguirá no centro da comunicação corporativa. Afinal, refletir, agir e comunicar ações em prol da inclusão é mais do que garantir uma boa imagem: é investir na construção de um mundo mais justo e na perenidade do negócio.

Já é comprovado que uma equipe diversa é mais rica em ideias e fomenta a inovação, característica fundamental para a sobrevivência de qualquer organização. Em meados de 2020, a consultoria McKinsey publicou um estudo com 700 grandes empresas da América Latina. Os dados mostraram que aquelas que adotam a diversidade têm ambientes de trabalho mais felizes, conquistam melhores índices de retenção de talentos e superam outras em práticas de inovação e colaboração. Como resultado, têm uma probabilidade maior de alcançar uma performance financeira superior.

Frente a isso, em 2018 o Grupo Algar lançou o programa Algar Sem Barreiras com o objetivo de fomentar a diversidade e, como consequência, a inovação – já que pessoas com histórias e visões diferentes têm mais condições de pensar “fora da caixa”. Fizemos um mapeamento da nossa diversidade e elegemos cinco frentes de trabalho – LGBT, Gênero, Pessoas com Deficiência, Etnia e Gerações. Além disso, cada empresa definiu um Comitê de Diversidade para liderar ações.

Na Algar Tech, decidimos que o Comitê teria cada frente temática liderada por um associado não-executivo, com o apoio de um diretor “patrocinador” por pilar. Esse modelo tem contribuído para a promoção de uma liderança educadora, impulsionando as mudanças internas e a definição de metas nesses últimos anos. Certamente ainda estamos aprendendo e temos muitos desafios pela frente, mas essa é uma jornada pela qual terão que passar todas as empresas que colocam as pessoas e as demandas da sociedade em primeiro lugar.