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Para Rodrigo Soriano, CEO da Airfluencers, influenciadores têm poder de travar relações mais aquecidas com o consumidor, o que é excelente para as marcas num universo competitivo

Nascida para auxiliar as marcas na tomada de decisão em meio ao mundo dos influenciadores, a Airfluencers, hoje, examina de perto perfis das redes sociais de produtores de conteúdo que podem oferecer boas saídas para a distribuição de produtos e ideias. A metodologia desenvolvida – o Airscore – fundamenta a decisão de escolher os profissionais mais relevantes que poderão levar o Prêmio Microinfluenciadores, promovido pelo Cecom – Centro de Estudos da Comunicação e pela Plataforma Negócios da Comunicação.

Em entrevista ao Portal da Comunicação, o CEO da Airfluencers, Rodrigo Soriano, contou sobre as razões de ser da empresa, abriu sua metodologia e disse o que espera para o futuro de influenciadores e marcas. Veja trechos da conversa a seguir.

Negócios da Comunicação: Como nasceu o Airfluencers?

Rodrigo Soriano: O Airfluencers nasceu de uma demanda dos nossos clientes por métricas de influência. A empresa tinha uma equipe de consultoria formada por pessoas que vieram da Nielsen e McKinsey, entre 2013 e 2014. Nessa época, eu comecei a ter demandas de consultoria para trabalhos com influenciadores: analisar recomendação de agência, verificar se a campanha tinha funcionado, fazer renovação de contrato etc. Toda essa parte, vamos dizer, mais numérica, de métricas e dados, ainda era bastante incipiente nessa época.

NC – O que a empresa oferece?

RS – Como em 2015 eu já tinha uma demanda grande para trabalhos que envolviam influenciadores, nós resolvemos montar uma plataforma para dar suporte ao trabalho dos nossos clientes e o que eles pediam na consultoria. Desenhamos uma interface para resolver a busca por influenciadores, um dos entraves dos nossos clientes, a projeção e o planejamento de mídia e de campanha e medir isso, utilizando a metodologia Airscore. E ainda faltava a parte de execução, porque nós oferecíamos a ferramenta, mas o cliente acabava buscando um outro player para efetivamente executar. Então, em 2019, nós trouxemos uma equipe fera para compor esse braço de agência.

NC – Fala um pouco mais sobre a metodologia Airscore. É essa ferramenta utilizada pro Prêmio Microinfluenciadores, não é?

RS – Nós acabamos por alicerçar o nosso negócio na parte de consultoria. E a métrica, que é o Airscore, foi pensada por uma equipe de consultoria. Então, eu tinha várias variáveis que foram levadas em consideração: a rede, porque cada rede tem um comportamento e a gente as entende como particulares; o tamanho de base, que tem uma relação total com a exposição ou alcance e isso tem uma relação com o volume de interações para aquela postagem; a frequência de postagens, ou seja, quanto ela posta, e isso é levado em consideração para você não correr o risco de uma pessoa que faz um post ter uma métrica igual à de alguém que faz cinco posts, porque eles podem ter o mesmo resultado, mas o de cinco tem um índice de constância, e aí o score dele vai ter uma variação por conta disso; e outra coisa levada em conta são as ponderações das interações, que analisa, a partir do banco de dados coletados ao longo de 90 dias, as relações entre curtidas, shares, comentários etc.

NC – O Prêmio Microinfluenciadores já vai para a terceira edição. Como tem sido a experiência do Airfluencer em poder fornecer as bases para a premiação?

RS – Primeiro, é muito interessante notar que a cada ano o prêmio registra crescimento. Isso é ótimo. A partir do momento em que você vai ter um prêmio, ele é uma tomada de decisão sobre algum dado, só a partir daí é possível premiar alguém. Então, para a Airfluencers, é muito bom estar perto disso, porque é a essência da empresa: quando a gente se atrela a um prêmio, está colando o DNA da empresa num projeto de análise, no caso um grande projeto de análise de personas, que é o nosso core business.

NC – Por fim, Rodrigo, baseado na sua experiência prévia, qual você acha que será a relação entre marcas e influenciadores daqui para frente? O que está no radar?

RS – Eu acho que os influenciadores são, definitivamente, uma das principais mídias do futuro. A partir do momento em que você conectou as pessoas às redes, há a criação de uma grande teia de propagação de conteúdos. Então, você não vai ter nada mais segmentado e com endosso de uma pessoa do que os influenciadores. E as marcas vão precisar produzir cada vez mais conteúdo, dentro de um ambiente com afinidade de valores. Nas mídias tradicionais você não consegue tanto o aquecimento dessa relação – hoje em dia muita gente usa adblockers, as pessoas não prestam atenção em algumas mídias, então quando você tem uma mídia que gera identificação e que consegue penetrar até o usuário, ela tende a ganhar relevância e ser uma das mais importantes. É um trabalho em constante profissionalização, já que quanto mais métricas e parâmetros puderem ser observados, melhor fica o poder de decisão na hora de investir em um banner ou em um influenciador, por exemplo.