Com a experiência de uma agência que atua há 50 anos em Comunicação Corporativa, podemos afirmar que, em 2020, a Comunicação Interna ganhou um protagonismo nunca antes visto nas organizações. Incentivada pela necessidade do relacionamento remoto com os colaboradores, a Comunicação Interna foi essencial para a manutenção da produtividade das equipes, construção de engajamento e motivação mesmo diante de tantas incerteza.

Em 2021, a tendência indica para o trabalho híbrido, pelo menos até que a população esteja 100% vacinada. Mas independentemente da pandemia, as empresas perceberam de forma mais clara as vantagens da redução de custos com a adoção do home office.

A despeito de a implantação deste sistema em caráter definitivo estar fora de questão para a maior parte das empresas, o fato é que as pessoas que estão em home office desde o início da pandemia, sentem falta do contato pessoal com os colegas. Nesse sentido, cabe aos gestores de RH e de Comunicação proporcionarem o ambiente ideal para o retorno ao trabalho presencial. Provavelmente, será cada vez maior o número de empresas que adotarão o híbrido unindo o home office ao formato presencial.

O desafio de aproximar as pessoas num momento de incertezas traz para a Comunicação Interna mais atribuições e a responsabilidade de motivar os colaboradores para o chamado “novo normal”. Transportar as pessoas de suas casas para reintegrá-las aos espaços corporativos exige competências dos profissionais de comunicação e a sensibilidade de tratar cada colaborador como um ser único, com expectativas individuais.

Para as empresas que já adotaram o sistema presencial em 100% das suas operações, a Comunicação Interna foi essencial para dar segurança aos colaboradores, comunicando e incentivando a observação dos protocolos de limpeza e higienização. Mais do que isso, coube às áreas de Comunicação a tarefa de manter as equipes informadas sobre a realidade das organizações, impactos da pandemia nos resultados, estratégias para a recuperação e, especialmente, o papel e a importância de cada membro da organização para o seu crescimento.

Diferentemente de décadas passadas, quando os olhares dos gestores de comunicação estavam muito mais direcionados à comunicação externa com clientes e demais stakeholders, os gestores perceberam agora que, sem o comprometimento das equipes, é muito difícil superar os desafios impostos.

Cada vez mais estratégica, a Comunicação Interna buscou em 2020 manter o sentimento de pertencimento das pessoas às organizações. Foram os gestores da área que apoiaram as lideranças na busca de novos canais e plataformas de comunicação, reinventando a maneira de se relacionar por via remota. No sistema híbrido os desafios serão redobrados. Organizar o fluxo da comunicação por via presencial e remota ao mesmo tempo requer uma visão mais abrangente dos recursos e conteúdos a serem disponibilizados, promovendo a confiança dos colaboradores nos rumos a serem tomados.

A especialização e os aprendizados que os profissionais da área conquistaram no ano passado ao lidarem com o inimaginável, sem dúvida são as credenciais para que continuem apoiando as empresas que desejam reforçar seu papel de marcas empregadoras por meio da valorização dos atuais colaboradores e da atração de novos talentos.