Focused man working at home

Ferramentas como alertas para computadores, aplicativos para celular e televisão corporativa física e online veem procura aumentar devido à pandemia de Covid-19

Comunicar-se de forma assertiva e manter o engajamento de equipes dentro das empresas é o mote buscado pelas equipes de comunicação interna. Mas e quando o mundo vira de ponta cabeça por conta de uma pandemia, e as equipes, que antes se viam todos os dias presencialmente nos escritórios, são obrigadas a se desagregar e trabalhar cada um de sua casa? Como manter todos engajados nas entregas diárias? A comunicação interna dobra seu valor e também a aposta em novas ferramentas.

“É fato que o home office e o teletrabalho ainda serão incrementados, apesar de termos evoluído vinte anos nessa direção”, comenta o publisher da Plataforma Negócios da Comunicação, Márcio Cardial. “As empresas vão ter uma economia importante, seja com aluguel de escritórios e de outros equipamentos, seja com tempo de deslocamento de funcionários casa-trabalho, mas vão precisar investir em tecnologia, em mais profissionais, em novas maneiras de se comunicar com seus colaboradores.”

Este será um dos temas discutidos, inclusive, no Fórum Empresas que Melhor se Comunicam com Colaboradores, que reunirá marcas, startups e agências num evento 100% digital e gratuito, na segunda quinzena de junho. A organização ficará a cargo da Plataforma Negócios da Comunicação que, durante o evento, também lançará o Prêmio Empresas que Melhor se Comunicam com Colaboradores, que premiará as boas práticas empresariais nesse ramo da comunicação.

Uma das discussões que o fórum certamente trará envolve plataformas fornecidas por empresas externas, como alertas que surgem direto nas telas de computador e smartphones, aplicativos para celular, televisão corporativa online etc. Nelas, as equipes de comunicação inserem conteúdos sem se preocupar com a infraestrutura de instalação e manutenção, por exemplo.

Plataformas externas, administração interna

A partir de uma necessidade dos clientes, que precisavam de uma ferramenta que comunicasse diretamente na tela dos colaboradores, nasceu a Tibox.

“Qual é o maior desafio? O e-mail é passivo, depende da pessoa ter o interesse de abrir a mensagem. Se não cair no spam, eu preciso garantir que ele leia o email todo, entenda e execute aquilo que eu quero com aquela informação”, explica o sócio e diretor-geral da empresa, Fabio Castro. “A partir dessa ‘dor’, a gente desenvolveu uma plataforma que envia o comunicado direto na tela. A empresa cria uma cultura de relevância para aquela informação, de que o que aparece nela é importante: compliance, atualização de políticas da empresa etc.”

A ferramenta, que oferece possibilidades de diversos formatos de mensagem com amplitude de conteúdo que varia de comunicados em imagem e texto a vídeo e enquetes, pode ser acessada pelo computador ou pelo smartphone. “É possível segmentar público, extrair informações de audiência, leitura, há possibilidade de que o colaborador execute alguma ação, como clicar no link ou assistir vídeo, ou mesmo que só consiga fechar o alerta se confirmar o recebimento”, comenta Fabio. “Isso permite aos departamentos de comunicação interna comunicarem de forma clara, imediata e prática.”

De acordo com a Tibox, o aumento da procura pelo recurso ficou na casa dos 30%. “O que a gente percebeu? As pessoas, em casa, perderam alguns canais de comunicação com a empresa, como a TV corporativa in loco ou mesmo a intranet, e também ficaram mais dispersos, porque em algumas empresas, o YouTube no escritório não é liberado, mas em casa a pessoa tem acesso, o que gera uma competição pela atenção da pessoa entre os canais pessoais e corporativos”, pontua Fabio. “Então ter um canal direto de comunicação com o funcionário foi e está sendo muito importante. A comunicação interna acabou sendo o ‘psicólogo’ dos funcionários.”

Ainda devido à pandemia, a plataforma está prestes a lançar uma nova versão, que reúne inovações, como novos formatos de alertas, maior possibilidade de combinação de recursos e um novo painel de controle ainda mais intuitivo e completo.

Democratizar a comunicação interna

A missão da Dialog, como o próprio nome sugere, é aumentar a capacidade de diálogo entre funcionários e empresa. “Nós fazemos isso em três canais: um aplicativo para celular, uma intranet e uma TV corporativa”, comenta o CEO da empresa, André Franco. “E a gente tem também um painel de administração dos canais que também permite que a empresa faça gestão de outros canais internos.”

A ideia da companhia se baseou em oferecer uma experiência que humanize a comunicação e não dependa do funcionário ter um computador ou celular fornecidos pela empresa. “A ideia sempre foi ter uma canal mais democrático, que chegasse em todo mundo”, explica. “E no celular, especialmente, o processo se intensificou.”

Com as pessoas trabalhando em casa, a empresa pode perder a visibilidade sobre o estado de ânimo de seus funcionários, especialmente num período tão duro quanto o de pandemia. “Esses canais mais de relacionamento da empresa com os colaboradores permitiram sentir um pouco desse cenário, por meio de pesquisas de clima e de opinião”, anota André. “Ele permite ter um termômetro de como é que está o clima interno mesmo com as pessoas a distância.”

A companhia, que viu a receita crescer em torno de 70% a partir da pandemia, oferece consultoria aos clientes para operação da plataforma, mas, assim como a Tibox, o conteúdo fica sob responsabilidade das equipes internas na maior parte dos casos.

E esse processo de digitalização acelerou em grande medida a cultura de dados. “Por exemplo, todos os comunicados feitos na plataforma a companhia consegue ver qual está gerando mais engajamento, então ela consegue ver que determinados formatos de conteúdo engajam mais do que outros e podem reforçá-los”, explica. “Você pode medir, por exemplo, quanto as pessoas entendem da cultura da empresa, por meio de quizzes, ou se elas estão inteiradas das medidas sanitárias e o que você tem que reforçar etc.”

O desafio maior justamente reside no fato de muitas empresas terem ainda dificuldade em adotar uma comunicação mais aberta com seus funcionários. E essa tendência, ampliada pela pandemia, veio para ficar.