UniFECAF aposta na profissionalização da creator economy

Faculdade lançou graduação em Creator e Digital Influencer.Nova formação busca estruturar carreiras digitais em um mercado que movimenta US$ 250 bilhões por ano, mas ainda enfrenta baixa monetização

A UniFECAF, um dos centros universitários de EAD que mais crescem no país, anunciou o lançamento da graduação em Creator e Digital Influencer, uma formação de nível superior voltada à profissionalização de criadores de conteúdo em um cenário de forte crescimento da chamada creator economy. O curso surge para atender a uma demanda crescente do mercado por profissionais capazes de transformar a produção de conteúdo em negócios sustentáveis, com estratégia, gestão e visão de longo prazo.

Atualmente, a creator economy movimenta mais de US$250 bilhões por ano no mundo, com projeção de quase dobrar até 2027. No Brasil, estima-se que existam mais de 14 milhões de criadores ativos. Apesar do volume expressivo, dados do setor indicam que mais de 90% dos criadores ainda não conseguem monetizar de forma consistente, o que evidencia uma lacuna entre produção de conteúdo e profissionalização.

Segundo a UniFECAF, o principal desafio do mercado deixou de ser o acesso à informação, hoje amplamente disponível, e passou a ser a ausência de estrutura, método e planejamento. Muitos criadores atuam de forma intuitiva, sem clareza sobre posicionamento, priorização de formatos, métricas de desempenho ou caminhos de monetização. “A criação de conteúdo virou uma atividade econômica relevante, mas ainda pouco estruturada do ponto de vista profissional. O mercado já não absorve apenas quem sabe produzir vídeos ou posts, mas quem entende estratégia, monetização e gestão de carreira. A graduação nasce para preencher essa lacuna”, destaca Marcel Gama, CEO da UniFECAF.

A graduação em Creator e Digital Influencer foi concebida como um curso 100% prático, com duração de 24 meses, dividido em quatro módulos e 24 disciplinas, totalizando 1.440 horas. A formação pode ser cursada nos formatos EAD ou híbrido, com encontros presenciais opcionais voltados a mentorias e workshops. O início das aulas está previsto para este mês (janeiro).

O currículo aborda desde fundamentos do ecossistema digital e produção de conteúdo para plataformas como Instagram, TikTok e YouTube, até temas mais avançados, como estratégia de crescimento, métricas de performance, monetização, gestão financeira, direito digital e inteligência artificial aplicada à criação de conteúdo. Ao longo do curso, os alunos desenvolvem projetos reais e podem obter certificações intermediárias em áreas como criação de conteúdo, gestão de comunidades, monetização digital e posicionamento profissional.

Instituições de ensino superior têm ampliado a adaptação de seus cursos às demandas do mercado de trabalho. Nesse contexto, a UniFECAF adota um modelo de formação que incorpora professores em atuação no mercado digital, incluindo creators, estrategistas de conteúdo e profissionais de marketing e mídia. A presença de docentes que vivenciam a prática cotidiana da creator economy contribui para a constante atualização do currículo e para a aproximação entre a formação acadêmica e os desafios reais da profissão.

A formação também contempla disciplinas ligadas à gestão de crises, ética digital, reputação online e responsabilidade no uso das redes, refletindo a crescente cobrança por atuação consciente e profissional no ambiente digital. Entre as áreas de atuação previstas para os formados estão carreiras como creator independente, estrategista de conteúdo, social media, produtor de UGC, além de empreendedores digitais que desejam lançar produtos, mentorias ou infoprodutos.

Para a UniFECAF, a criação da graduação reflete uma mudança estrutural no mercado. O papel do influenciador deixou de ser apenas o de produtor de conteúdo e passou a exigir competências relacionadas a branding pessoal, negociação com marcas, análise de dados, gestão de audiência e construção de autoridade.

Com a nova formação, a UniFECAF amplia seu posicionamento em educação alinhada às transformações do mercado de trabalho, incorporando novas profissões digitais ao ensino superior e reforçando a tendência de profissionalização da creator economy no Brasil.

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