A estratégia de otimização para os mecanismos de busca SEO, sigla em inglês de Search Engine Optimization, é cercada de dúvidas sobre como são utilizadas as técnicas para melhor ranqueamento dos sites no Google e em outros buscadores.

Existe muita informação sobre o tema, o que as vezes torna difícil filtrar aquilo que é certo e o que é errado.

“As inverdades sobre SEO espalhadas no mercado são verdadeiras armadilhas e acabam atrapalhando toda a estratégia de atração de audiência de um e-commerce que deseja gerar tráfego qualificado. Por essa razão, é preciso desmistificar essas informações e permitir que as empresas melhorem sua performance na web usando informações realmente úteis”, afirma Rafael Rez, estrategista de marketing digital e CMO da Web Estratégica.

Segundo o estrategista de marketing digital, é preciso entender que as fórmulas de SEO funcionam apenas como um dos canais de aquisição de tráfego, mas sozinhas e sem conhecimento de mercado, análise de dados e estratégias de conteúdo bem definidas, elas não funcionam tão bem.

Armadilhas sobre SEO atrapalham engajamento
Armadilhas sobre SEO atrapalham engajamento

Confira 13 mitos sobre SEO:

Google Ads

As estratégias não são baseadas no Google Ads. A otimização para SEO não se baseia em sinais de anúncios para determinar a relevância de resultados de pesquisa, portanto, anunciar no Google não melhora o ranqueamento.

Likes e Menções em Redes Sociais

As classificações de buscas não utilizam dados de popularidade, cliques e menções em redes sociais. Essas informações são utilizadas apenas dentro dos algoritmos das redes e não pelos buscadores.

Bounce Rate

A taxa de rejeição não é um sinal de classificação e por isso é um mito que ela seja usada no algoritmo de ranqueamento do Google. Bounce Rate alto é ruim por vários motivos, mas não tem impacto em termos de SEO.

Dados de envolvimento do usuário em páginas da web

Ao contrário do que muitos pensam, as ações do usuário em um site não são um fator de classificação para aumentar as posições nas pesquisas do Google.

Dados do Chrome de Core Web Vitals

Com as novas métricas de Core Web Vitals, a experiência do usuário em sites começou a ser um fator de classificação do Google e impactar os rankings de buscas. Portanto, é importante otimizar o tempo de carregamento do site, mas os dados individuais do Google Chrome de cada usuário não são utilizados com esta finalidade.

Dados do Google Analytics

O algoritmo de pesquisa não utiliza dados do Google Analytics, como muitos erroneamente acham.

Tráfego do Site

O tráfego para um site não é um fator de classificação no rankeamento de pesquisas. Sites muito acessados acabam recebendo mais links, geram mais conteúdo e anunciam em diversos canais de mídia, o que os torna mais populares e gera ainda mais links.

Google EAT

Na sigla em inglês Expertise, Authoritativeness and Trust (expertise, autoridade e confiabilidade) é um conceito que não está no algoritmo mas faz parte das diretrizes de avaliação de qualidade do Google, aparecendo como um provável fator de classificação para muitos sites. Ou seja, o Google não usa estes três indicadores de forma objetiva no algoritmo de busca, mas admite que conteúdo que demonstre EAT potencialmente obterão melhores resultados.

Contagem de palavras

A contagem de palavras não é um fator de classificação de sites. Um texto com mais palavras não necessariamente obterá melhores rankings. Bons textos, com informações originais e com boa estrutura de conteúdo obterão bons rankings, mesmo se forem menores que outros textos sobre o mesmo assunto.

Links de saída

Hiperlinks são um fator de classificação de SEO, mas vincular links de saída para sites externos não ajuda o site a performar melhor. A grande questão é que a página que você insere no link é conteúdo, e o conteúdo é um sinal de classificação.

Tamanho da URL

O comprimento da URL de um site não é um fator de classificação do Google. Se uma URL tiver mais de 100 caracteres, ela não necessariamente terá uma posição melhor ou pior que uma URL com 50 caracteres.

Idade do Domínio

No universo de SEO, a idade do domínio é mais uma coisa prática do que um sinal de qualidade. Ter um domínio com 20 anos de idade e pouco conteúdo não garantirá performance melhor contra domínios com 5 anos de idade e muito conteúdo de qualidade.

Domínio de Autoridade

O Google já afirmou que não usa a autoridade de domínio em seus algoritmos. Dados conhecidos no mercado como DA e PA, calculados por plataformas independentes, acabam servindo como parâmetros de referência uma vez que o Google deixou de informar o PageRank de cada página há muitos anos.