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Um dos critérios mais importantes para uma companhia é o Índice de Felicidade dos colaboradores. A pandemia do coronavírus afetou diretamente as ações dentro das empresas e a forma como os times de recursos humanos agiram para garantir o bem-estar dos demais colaboradores.

Para George Paiva, gerente de RH na América Latina da Orange Business, é importante oferecer um canal para que os colaboradores possam compartilhar como se sentem e serem ouvidos. Isso “faz com que eles se sintam valorizados dentro das equipes, gerando mais motivação e, consequentemente, felicidade no trabalho”.

Adaptar essas ações para o cenário pandêmico, com home office e isolamento, foi um desafio, mas foram criadas reuniões quinzenais entre os colaboradores, consideradas “happy hours ” digitais.

“Percebemos que essa atividade, muito simples, foi capaz de melhorar a produtividade dos nossos colaboradores, que já se viam em uma rotina de cansaço por ficarem apenas dentro de casa, sem interação com colegas e com a comunicação reduzida”, completa Paiva.

RH criativo

Há mais de 400 dias com trabalho à distância, o Grupo Dentsu estipulou diversas estratégias para manter os colaboradores próximos. Patrícia Alexandre, gerente sr. de RH da empresa, acredita que os impactos deste momento irão ditar o comportamento do RH das empresas daqui para a frente.

“Nossas pessoas serão primordiais para evolução e existência de qualquer negócio, e para isso o RH deverá ser extremamente criativo, diverso, ágil, a fim de ter um público atuando em prol de suas marcas, produtos, deixando o ser humano em primeiro lugar, pois a forma de trabalho mudou, as regras, leis, políticas deverão mudar também, o que exige que nossas pessoas sejam cuidadas cada vez mais”, aposta.

Para Patrícia, os indicadores de uma boa empresa para trabalhar serão os programas focados no bem-estar dos colaboradores. “No mundo atual, e ainda mais no Brasil, os empresários, CEOs deverão, sim, dar mais valor ao ser humano do que as máquinas, e para isso o RH será fundamental em qualquer negócio, seja ele uma startup ou uma multinacional”, define.

Voz ativa

Uma pesquisa realizada pela empresa Dynamic Signal mostra que cerca de 80% de seus colaboradores que participaram do levantamento disseram que a ausência de comunicação acarreta um ambiente estressante de trabalho. Eles querem ter voz ativa.

Para Ricardo Burgos, vice-presidente de Capital Humano da UnitedHealth Group Brasil, cabe aos líderes de pessoas fortalecer a escuta ativa. “Os colaboradores querem ter uma experiência positiva, querem ter voz, querem fazer a diferença, querem estar conectadas com os valores da companhia, querem ter orgulho de onde trabalham, estar em um ambiente diverso e inclusivo”, diz.

Relações digitais?

A consolidação desse pensamento nos últimos tempos tornou o papel da área de recursos humanos ainda mais estratégica para as empresas. Nesse sentido, Burgos aponta como tendência a digitalização das relações de trabalho, a ampliação do uso de ferramentas digitais e o fortalecimento e refinamento das já existentes.

No UnitedHealth Group Brasil, 94% dos gestores consideram que o gerenciamento de equipes tem sido efetivo mesmo no modelo de home office. “Reformulamos e criamos processos, cooperamos mais e usamos o meio digital com uma intensidade muito maior. Acredito que tanto dentro quanto fora das empresas nunca mais seremos os mesmos”, sintetiza.

 

Fonte: www.melhorrh.com.br