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Este mês de março marca o primeiro ano dessa verdadeira revolução causada pela pandemia em nossas vidas. Não há quem não tenha sido impactado por ela. No mercado de trabalho, as mudanças foram disruptivas. Os novos desafios nos tiraram da zona de conforto, trazendo outras perspectivas e necessidades. Se serão permanentes, ainda não sabemos! Porém, o modo de perceber as coisas e de se relacionar certamente ganharam nova dimensão, a partir dessa experiência única em nossa história.

Não é de hoje que tenho a convicção sobre o papel do líder na construção de um ambiente saudável e inspirador, gerando engajamento e orgulho em seus times. E o distanciamento social e a digitalização deram ainda mais peso a esse papel. A razão de ser do líder continua a mesma. No entanto, mais que metas e retorno financeiro, ele agora precisa investir mais tempo para a escuta e, como sempre digo, com olhos, ouvidos e coração sem travas. Nesse sentido, falar menos ‘eu’ e genuinamente falar e agir mais como ‘nós’. De forma virtual.

Comunicação

Não há receita pronta, mas para manter uma equipe integrada e criativa nesse cenário é importante que o líder coloque o diálogo em sua agenda de prioridades. Investir tempo, de fato. E acolher as angústias e necessidades diferentes das pessoas neste novo cenário, pois levamos o trabalho para dentro de casa: mais que perguntar sobre as metas, é preciso ouvir sobre a família, sobre o filho, sobre o cachorro, sobre as dificuldades. A simplicidade em tempos pandêmicos também homogeneizou as relações: fazer uma reunião da sala de casa, com roupa casual, com filho no colo e com desafios similares aos do chefe e do subordinado, quebrou barreiras e aproximou realidades. E é preciso levar em conta esse novo contexto.

No entanto, de nada adianta o diálogo se as pessoas não se sentirem parte da mudança. Fomentar o protagonismo e a relevância do outro ganhou ainda mais importância. O líder precisa construir junto, dar palco ao time, estimular o pensamento crítico e cocriar soluções para os novos desafios. Estimular e respeitar o diverso, a inquietude, provocar e desafiar para que todos se sintam ouvidos e respeitados. Sinto um orgulho imenso quando vejo nossos estagiários trazendo suas ideias inovadoras e percepções diferentes. Porque liderança não é sobre ter uma posição; é sobre ter atitude e influenciar.

Novos tempos

E em um período de incertezas e de profundas transformações, também é preciso ser mais flexível e tolerante. A alta liderança precisa entender que os princípios da relação trabalhista mudaram, com regras customizadas caso a caso. As empresas estão aprendendo e se adaptando aos novos tempos, com metodologias mais inovadoras. E o colaborador, claro, também tem que dar chance às mudanças, com paciência e resiliência. O caminho está sendo construído em conjunto, com erros e acertos.

Por isso mesmo, fica aqui meu convite para pensarmos juntos essa nova forma de trabalhar. Não se trata da reinvenção das relações, mas de uma renovação do como podemos continuar engajados e felizes nesse novo modelo, ainda em construção. Se a pandemia trouxe um novo significado para nossas vidas, vamos aprender e evoluir com ela. Agora, na versão cada vez mais remota, usando a tecnologia para ficarmos mais próximos, mais empáticos e mais humanos.

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Malu
Weber

Malu Weber, jornalista, é Diretora Sênior de Comunicação Corporativa do Grupo Bayer no BrasilMais artigos