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Microinfluenciadores ou nanoinfluenciadores podem servir às marcas como elos fortes entre um produto ou serviço e seu consumidor. Donos de uma narrativa única, personalizada e impactante, esses produtores de conteúdo formarão laços com a audiência. Mas como encontrar o melhor profissional para o seu negócio?

“O primeiro passo na busca por um influenciador é entender qual objetivo de comunicação e de negócios você precisa que ele te ajude a entregar”, afirma a Digital Communications Lead da Bayer, Mariana Maciel. “Antes de pensar em número de seguidores, formato dos conteúdos entre outros, é preciso ter claro o desafio que ele te ajudará a atender.”

Para ela, no momento de escolher esses profissionais é preciso ver, em primeiro lugar, quem tem propriedade para falar sobre o tema da entrega. “O verdadeiro influenciador passa por estas três fases na consolidação da sua atuação: conhecimento sobre um tema, capacidade de comunicar e gerar engajamento e poder de influenciar”, diz. “É muito importante também ver o histórico de outras ações que esse influenciador já fez, se tem contrato com algum concorrente e se não está envolvido em polêmicas ou ações que vão contra a missão da marca, mesmo que seja na vida pessoal dele.”

No caso do McDonald’s, os critérios obedecem à mesma lógica. “No geral, levamos muito em consideração se o influenciador tem conexão com a marca, com nossos valores e com o produto ou ação que desejamos comunicar”, comenta a gerente de comunicação corporativa da marca, Mariana Augusto. “Nossa escolha vai muito além dos números e alcance de determinado profissional, valorizamos perfis diversos, que tragam um conteúdo alinhado às nossas mensagens.”

Formas de buscar

O universo das redes sociais oferece caminhos múltiplos para chegar até esses influenciadores.

“Contamos com o apoio de nossas agências de PR e de Publicidade no apoio para a busca desses influencers, seja em iniciativas orgânicas ou pagas”, explica Mariana Augusto. “Esses parceiros acompanham de perto as conversas que estão acontecendo no ambiente digital. É a partir dessa análise contínua, por meio de ferramentas e especialistas, que traçamos as nossas estratégias.”

No caso da Bayer, a busca pode ser feita pelas próprias redes sociais ou por ferramentas de gestão presentes no mercado hoje, como a Airfluencers, na qual é possível checar os dados e números de entrega desses influenciadores.

“Quando o cliente chega até a Airfluencers procurando influenciadores, saber qual o KPI esperado – vendas, awareness, tráfego etc.), território temático de impacto, budget e histórico da empresa de ações, nos ajuda a elaborar uma proposta”, comenta o CEO da Airfluencers, Rodrigo Soriano.

A metodologia empregada, neste caso, é o AirScore, que possui diversas variáveis, como tipo de rede social, tipo de interação, tamanho de base de seguidores, temas mencionados e frequência de conteúdo, por exemplo. “A busca é feita dentro do nosso índice de performance, tanto em uma busca geral, como numa busca dentro de um território especifico”, complementa. “Nele, usamos o AirScore Temático. Depois de todo o cálculo, ele gera um AirScore de 0 a 1000, que nos guia como referência e da a equipe de ‘análise visual’, tendo, assim, o embasamento analítico necessário para uma tomada de decisões na seleção final.”

Independente da forma como se escolhe encontrar o influenciador, o importante é transmitir a verdade. “Acreditamos que quanto mais genuína e verdadeira for a relação do influencer com a marca, mais sucesso teremos na ação planejada”, diz Mariana Augusto.

Ela recorda o exemplo bem-sucedido da marca ao escolher um ex-funcionário, o influenciador Phellyx, para apresentar uma série online chamada de Portas Abertas, numa iniciativa da marca de expor suas cozinhas como forma de derrubar “lendas” e levar informação qualificada ao consumidor. “Ele fez o papel do gerente e, como um ex-funcionário, transmitiu muita verdade. O resultado foi incrível e viralizou muito mais por conta da escolha dele do que pelo conteúdo.”