Cristina de Luca, André Deak e Tadeu Jungle durante o painel "Jornalismo pode ser cool? As plataformas e recursos que valem (ou não) a pena na hora na cobertura"
Cristina de Luca, André Deak e Tadeu Jungle durante o painel “Jornalismo pode ser cool? As plataformas e recursos que valem (ou não) a pena na hora na cobertura”

 

“Jornalismo sério não precisa ser sisudo.” Com essas palavras, Cristina de Luca, diretora e editora da The Shift e colunista do UOL de Tecnologia, abriu o painel Jornalismo pode ser cool? As plataformas e recursos que valem (ou não) a pena na hora na cobertura, durante o 3º Fórum de Jornalismo Regional e Comunitário, promovido pela plataforma Negócios da Comunicação, nos dias 1,2 e 3 de dezembro e 2020.

Ela recebeu para falar sobre estratégias “fora da caixa” para o jornalismo André Deak, professor da ESPM, jornalista multimídia e diretor do Liquid Media Lab, e Tadeu Jungle, roteirista e diretor de cinema, TV e realidade virtual.

Jornalismo e intervenções urbanas

“Tem dois trabalhos que estão completando dez anos”, lembra Tadeu. “Um deles começou com uma mapeamento de arte na rua, chamado Arte fora do museu, que reuniu grafites, arquitetura, esculturas etc. pela cidade e que se desdobra em vários formatos, como séries de tv, pra enviar no whatsapp.”

O outro projeto foi o Mapas afetivos, que busca contar histórias de pessoas a partir de seus afetos, ou seja, como a cidade pode contar histórias pra você quando caminha pela cidade. “Mas também temos trabalhado com realidade virtual e aumentada e com outros temas também”, conta. “Será que jornalismo e teatro combinam? Grafite e jornalismo? Saímos grafitando infográficos pela cidade, e isso depois se desdobrou pelas mídias digitais.”

André trabalha com base nas estratégias do Teatro do Oprimido, do diretor Augusto Boal. “Tem sido minha bíblia”, diz. A partir desses novos formatos, tem procurado provocar seus alunos no Liquid Lab da ESPM para caminhos novos.

Realidade virtual

Criado pelo audiovisual, o cineasta Tadeu Jungle descobriu a realidade virtual e tem experimentado produções nesse formato desde então. “Já fiz projetos pro Estadão e pra Folha, muito porque o New York Times começou a fazer isso”, explica. “Eu acredito que o mundo do futuro será com iniciativas assim, porque você coloca um óculos e você está no meio da cena: numa passeata, num crime ou num show. Esse apelo que a tecnologia tem é inexorável.”

Os documentários Rio de Lama, sobre o desastre de Mariana, Fogo na Floresta e Ocupação Mauá, de sua autoria, estão no YouTube e podem ser conferidos com óculos de realidade virtual, o que dá um aspecto muito mais imersivo às cenas flagradas por ele. “A Jungle B não trabalha com produtos que possam fazer mal ao ser humano”, completa. “Querermos fazer coisas que transformem as pessoas. A ideia dos filmes é levar você a viver, saindo do storytelling para o storyliving.”

Àqueles que desejam experimentar novos formatos, os dois deixam um único conselho: coloque a mão na massa e saia fazendo.

Saiba mais

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