A inteligência artificial já interfere na descoberta e na escolha de marcas. Ao recorrer a plataformas como ChatGPT, Gemini e Claude para pesquisar produtos e serviços, o consumidor recebe respostas que comparam e indicam opções, muitas vezes sem visitar os sites das empresas. Para a comunicação, surge outro desafio: fazer com que as marcas sejam consideradas também pelas IAs, não apenas pelos buscadores.
Em levantamento de julho de 2026, a SEONextbr analisou 500 buscas em cinco setores no Brasil. Quando o Google exibiu AI Overview, o primeiro resultado orgânico ficou fora das fontes citadas em 35,3% dos casos. O SEO continua relevante, mas liderar os links não assegura espaço na resposta gerada.
Esse movimento chega às decisões de compra. No relatório What Matters to Today’s Consumer 2025, do Capgemini Research Institute, 58% dos entrevistados preferem recomendações de produtos feitas por ferramentas de IA generativa às de buscadores tradicionais; 68% se dizem dispostos a agir com base nessas recomendações. Foram ouvidos 12 mil consumidores em 12 países.
É nesse contexto que o Grupo RPMA estruturou sua abordagem de Generative Engine Optimization (GEO), reunindo relações públicas, inteligência, conteúdo e gestão de reputação. O trabalho parte de duas perguntas: como a marca é apresentada nas respostas de IA e em quais fontes essas respostas se apoiam?“ A inteligência artificial está mudando não apenas a forma como buscamos informações, mas também quem participa das nossas escolhas. A comunicação precisa considerar essa nova mediação. Para nós, GEO é uma evolução do trabalho de construir autoridade, confiança e relevância para o negócio”, afirma Marcio Cavalieri, sócio-fundador e co-CEO do Grupo RPMA.
Essa abordagem parte das relações públicas. Uma empresa não constrói sua reputação apenas pelo que publica em seus canais. Reportagens, pesquisas, análises de especialistas e manifestações de terceiros também ajudam a formar o conjunto de informações que uma IA pode consultar, recuperar e sintetizar.
E essas fontes não se limitam à imprensa. No mesmo levantamento da SEONextbr, o YouTube apareceu como fonte em 65,4% das 500 buscas analisadas no Google AI Overviews, e o Instagram, em 37%. Os percentuais descrevem aquela amostra e aquele produto do Google, não todas as plataformas. Isso exige conectar diferentes ambientes.
“GEO começa pelo diagnóstico: quais perguntas são relevantes para a marca, como ela aparece nas respostas e quais fontes são utilizadas. A partir daí, cruzamos dados, conteúdo e canais para desenvolver um plano e acompanhar resultados. Não prometemos citações; trabalhamos para tornar as informações mais claras, consistentes e acessíveis”, explica Lucia Müller, head da agia, unidade de soluções digitais, criação e conteúdo do Grupo RPMA.
A metodologia inclui perguntas prioritárias, análise da presença nas IAs, mapeamento de fontes e ações em canais próprios e externos. Produção e distribuição de conteúdo têm monitoramento para orientar ajustes. Não se trata de substituir o PR por uma técnica de otimização, mas de ampliar seu campo de atuação.
A questão já não é só onde a marca aparece no Google. É também o que as IAs dizem sobre ela, em quais referências se baseiam e se a incluem quando alguém compara opções. Para quem lidera comunicação ou marketing, há uma pergunta a investigar: a empresa conhece sua presença nesse novo ambiente? A RPMA propõe começar por esse diagnóstico e, a partir dele, definir onde a comunicação pode fazer diferença.
Biografias
Marcio Cavalieri, Sócio-Fundador e co-CEO. Graduado em Jornalismo, com MBA em Marketing e Gestão Empresarial, tem experiência de mais de 25 anos em comunicação. Já atendeu mais de 300 clientes de diversos segmentos. Foi diretor de Dados e parâmetros de mercado da Abracom e eleito um dos dez profissionais de PR mais respeitados pelo mercado (PR Scope 2017 e 2021). Na RPMA, atua como Co-CEO, com foco em desenvolvimento de novos negócios e relacionamento com clientes e mercado. É top voice no Linkedin e jurado PR Week Global Awards, Sabre Awards Latam e Effie Awards Brasil.
Lucia Muller, Sócia-Diretora de Criação. Diretora de Criação, designer gráfica e planejamento criativo para integrar estratégias de comunicação, Lucia trabalhou em agências como W/Brasil, DM9, Ogilvy e nas maiores de PR do País. Mais de 20 anos de experiência em projetos de design, comunicação corporativa e atitude de marca. Responsável por gestão de processos e de pessoas, além de entregas criativas. Foco em comunicação 360º,
unindo design, publicidade, digital (integração on/off), ativações, relações públicas e branding. Visão estratégica e criativa, com foco em inovação e resultados, tendo IA como ferramenta essencial para a evolução do negócio.








