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Campanha global da mídia no Dia Mundial do Jornalismo

Mobilização começou nesta sexta-feira (25) e segue no Brasil até 1º de outubro; 130 brasileiros já fazem parte de um universo de 1.000 redações

Mas de 100 países estão participando de um movimento global aproveitando a data do Dia Mundial do Jornalismo, comemorado dia 25 de setembro – mas que se estenderá até o dia 1º de outubro, numa mobilização de diversas empresas de comunicação. A iniciativa, que acontece todos os anos, e capitaneada pela World Editors Forum, Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA), Canadian Journalism Foundation e Project Kontinuum. No Brasil a Associação Nacional de Jornais (ANJ) participa da articulação ao lado da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), do Instituto Palavra Aberta, do Instituto Tornavoz e do Jornalismo da ESPM, além de veículos, organizações e universidades de diferentes regiões do país.

A participação do Brasil no movimento deste ano, com 130 instituições, representa 40 a mais em relação a 2025. Estão previstas diversas iniciativas com 21 artigos para publicação, peças digitais, cartazes físicos, físicos, charges, banners, anúncios impressos e materiais para redes sociais, entre reels, stories, peças para feed e carrosséis. Os conteúdos podem ser utilizados pelos participantes ao longo da mobilização. A ideia é mostrar ao público como as notícias são produzidas, com o jornalismo baseado em fatos com metodologia própria, e o diferencial em relação às fake news.

A mobilização abrange também temas relacionados à sustentabilidade do jornalismo, às liberdades de imprensa e de expressão, à integridade da informação, à educação midiática, aos direitos humanos e civis, ao desenvolvimento sustentável e à justiça social, além dos efeitos da transformação tecnológica sobre a produção, a circulação e o financiamento da informação.

Em 2026, o foco internacional é ajudar o público a conhecer os fatos, compreender o que importa e escolher o jornalismo confiável, mostrando como a informação jornalística é produzida e por que seu método faz diferença em um ambiente de desinformação e de expansão de conteúdos gerados por inteligência artificial.

Marcelo Rech, presidente-executivo da ANJ, falando sobre a campanha, ressaltou uma máxima do setor: “Sem jornalismo confiável, nossas sociedades retrocederão séculos de civilização.”

Cristiano Lobato Flôres, presidente-executivo da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), declarou: “Rádio e televisão seguem próximos das pessoas porque levam informação confiável, cultura e companhia. A IA pode apoiar esse trabalho, mas nunca substituir a autoria, a criatividade e o jornalismo profissional.”

Regina Bucco, diretora-executiva da ANER: “As revistas continuam sendo, no meio digital, o jornalismo aprofundado que tanto precisamos. Grandes reportagens e as coberturas nichadas têm papel decisivo nos rumos da sociedade. É preciso garantir a sustentabilidade desse tipo de jornalismo também.”

Jornalismo e educação

Os professores Guilherme Costa e Leonardo Mancini, coordenadores dos cursos de Jornalismo da ESPM em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente, escrevem em artigo que começou a ser distribuído nesta sexta-feira (25) sobre a importância da aproximação entre jornalismo, educação e sociedade diante da hiperinformação e da desinformação.

“A profissão enfrenta a queda das receitas tradicionais, a dependência das plataformas e pressões políticas que vão do assédio judicial ao ataque direto a repórteres. Nenhum desses problemas se resolve apenas dentro das redações, nem apenas na academia. É no encontro entre as duas que se pode experimentar novos formatos, modelos de financiamento e formas de relação com o público. Formar jornalistas é também formar quem vai encontrar as condições para que o jornalismo continue existindo”, afirmam os dois professores.

Vozes internacionais

Garry Pierre-Pierre, fundador do The Haitian Times: “O jornalismo, em sua melhor forma, oferece algo cada vez mais raro: um método”.

Stig Ørskov, CEO da WAN-IFRA, “As pessoas precisam de fatos nos quais possam confiar, de contexto para compreender o que acontece e de jornalismo capaz de cobrar o poder”.

Branko Brkic, fundador do Project Kontinuum, “Uma sociedade que perde o vínculo com os fatos perde o vínculo consigo mesma. Uma sociedade que luta pela verdade ainda pode reencontrar seu caminho.”

Materiais disponíveis

Os anúncios impressos estão disponíveis em dois formatos, ambos em PDF. Caso seja necessário algum ajuste, o pedido deve ser encaminhado para helio.gama@anj.org.br.

A campanha reúne ainda artigos de lideranças do jornalismo, da defesa da liberdade de expressão, dos direitos humanos e de outras áreas relacionadas à qualidade do ambiente informacional. Acesse os textos e cards aqui.

Para participar, basta fazer a inscrição em worldnewsday.org e avisar a ANJ.

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