Aparecer entre os primeiros resultados de uma busca – ou na capa de uma revista ou jornal – sempre foi uma das principais metas das empresas. No ambiente digital, durante anos, esse espaço de vitrine foi ocupado pelo Google. Porém, nos últimos anos, essa lógica sofreu algumas mudanças. Com a transformação dos hábitos de pesquisa e a ascensão das ferramentas de inteligência artificial, estar na primeira página do Google já não é suficiente para garantir visibilidade.
Portanto, com a nova forma de pesquisa dos consumidores, impulsionada pela utilização de ferramentas generativas, o SEO tradicional começa a encontrar seus limites. Agora, não basta mais disputar apenas posições nos mecanismos de busca. As marcas também precisam entender como são encontradas, interpretadas, mencionadas e consideradas por ferramentas capazes de gerar respostas rápidas.
De acordo com a pesquisa da Nexus, 37% dos brasileiros já tiveram pelo menos uma decisão de compra influenciada por ferramentas de IA, como ChatGPT, Gemini, Grok (X) e Meta AI(WhatsApp). O dado ajuda a dimensionar uma mudança que vai além da tecnologia: a inteligência artificial começou a participar diretamente da jornada de descoberta e decisão do consumidor.
Nesse novo cenário, manter uma boa estratégia de SEO continua sendo importante, claro, mas já não é suficiente. Estratégias concentradas apenas em palavras-chave, posições no Google e geração de tráfego passaram a dividir espaço com uma preocupação maior: fazer com que a marca seja encontrada, divulgada e mencionada pelas ferramentas de IA.
“Conforme a jornada de compra do consumidor se transforma, a maneira como as empresas precisam se posicionar para serem encontradas também muda. Se antes o foco estava em aparecer no topo dos buscadores, agora essa lógica começa a dividir espaço com as ferramentas de inteligência artificial”, observa
Samira Cardoso, CEO da
Layer Up, agência de marketing, publicidade e comunicação que une criatividade, tecnologia e dados para estratégias de branding e performance.
Ou seja, o SEO continua relevante, mas a forma como as pessoas descobrem, consideram e escolhem uma marca mudou significativamente. A primeira página do Google continua existindo e tendo relevância, mas estar bem posicionado em uma única vitrine já não representa toda a jornada de descoberta. A partir disso, fica claro que as empresas precisam estar presentes em diferentes ambientes e pontos de contato.
“Uma companhia continuar aparecendo de primeira no Google ainda é relevante. Mas, no ambiente digital atual, contar com um único canal de visibilidade não basta. É preciso ser lembrado, reconhecido e considerado. A primeira página ainda importa, mas ela não é mais o principal meio de exposição”, comenta Samira.