Prêmio Empresas que Melhor se Comunicam com Colaboradores encerra inscrições nesta sexta-feira

Sexta-feira, 27 de janeiro, será o último dia para inscrição de cases do Prêmio Empresas que Melhor se Comunicam com Colaboradores (PEMCC). Jurados falam das principais tendências na área

A comunicação interna é a grande protagonista no Prêmio Empresas que Melhor se Comunicam com Colaboradores, uma iniciativa do Cecom – Centro de Estudos da Comunicação e das Plataformas Negócios da Comunicação e Melhor RH. As inscrições de cases encerram-se nesta sexta-feira, 27 de janeiro e podem ser feitas através de link. Diversas empresas já encaminharam seus projetos e a expectativa é de uma grande festa no dia da premiação, 10 de abril, em evento presencial na capital paulista. Nessa ocasião, conheceremos as melhores iniciativas em prol do engajamento de colaboradores, que se tornarão benchmarking para empresas e profissionais de todo o Brasil.

A escolha dos melhores cases será feita por um juri composto pelos melhores e mais experientes profissionais da área, reconhecidos pelo mercado (veja a opinião de alguns jurados abaixo)

“O prêmio surgiu como uma resposta a uma necessidade do mercado corporativo identificada nos diversos fóruns realizados pela Plataforma Melhor RH e Negócios da Comunicação”’, explica Márcio Cardial, diretor do Cecom e Publisher da Negócios da Comunicação. “A Comunicação Interna das empresas é hoje uma das principais ferramentas de incentivo e retenção de talentos”, finaliza Márcio.

A premiação é composta por três pilares básicos: Temas, Categorias e Grandes Ideias. Ao final serão distribuídos certificados para todos os cases finalistas e troféus para todos os cases campeões, além de mais dois prêmios especiais pelo conjunto dos trabalhos – Troféu Destaque do Ano e Troféu Agência Destaque do Ano.

Jurados apontam caminhos da comunicação interna

Ouvimos alguns dos jurados para saber os caminhos da comunicação interna, as tendências, expectativas e desafios neste ano:

 

Filipe Xavier (Foto: Divulgação GE/Márcio Bruno – Avatar Imagens)

Filipe Xavier, MarComm Director da GE Healthcare Latin America, opina que a tendência mais significativa para este ano Entre as mais relevantes para este ano, será a “associação da Comunicação Interna com Employee Experience, o incremento do uso de canais que priorizem aparelhos celulares ou acessem o funcionário onde ele estiver e uma maior utilização de ferramentas analíticas para apoiar melhores decisões são as que valem atenção e certo imediatismo nas estratégias de comunicadores e empresas”.

Facilitar o acesso a informação, empoderar, conectar aos valores e propósito, garantir transparência são os elementos que contribuem constantemente com a evolução “deste conceito holístico que entendemos por Employee Experience e a Comunicação Interna tem um papel tão fundamental quanto o RH para o sucesso, explica o gestor.  Ele detalha mais:

“Pensando na forma como hoje os conteúdos são consumidos, faz total sentido pensar em entregar a Comunicação Interna de forma mobile, responsiva e rápida. Ainda não estamos prontos para deixar o e-mail de lado, mas contar com uma solução que oferece a possibilidade de um funcionário consumir os conteúdos da empresa na palma da mão, no momento em que fizer mais sentido dentro do seu dia é possivelmente a maior mudança em curso na Comunicação Interna, com os aplicativos de empresas criando uma rede social exclusiva — gerando engajamento e senso de pertencimento. Esse “novo” canal de comunicação ainda permite que a Comunicação enquanto área desempenhe um papel extremamente relevante para apoiar o reconhecimento das pessoas, uma constante demanda que podemos contribuir ativamente.”

“Em relação ao uso de analytics, é outra incorporação que deve ser natural, pois estamos todos tomando decisões com base na melhor utilização de dados. Não há nenhuma razão para não trazer isso para o universo da Comunicação Interna e conseguir demonstrar de forma mais clara para stakeholders de fora da área os benefícios do trabalho.”

“Ao mesmo tempo em que a Comunicação Interna busca ser eficaz e estratégica, há uma busca por mais equilíbrio entre tudo que precisa ser comunicado x a capacidade dos funcionários de consumirem ou absorverem as informações. Ainda que os líderes estejam cada dia mais engajados e liderando diferentes ações junto a comunicação, o desafio para 2023 será saber em quais momentos deve se apertar o botão de não-comunicar. Considerando que as comunicações estão focadas nas pessoas e suas necessidades, a atenção a este ponto ainda contribuirá para apoiar a saúde mental (que por sinal é outro ponto para constar nos planos da Comunicação Interna!).”

“A Comunicação Interna efetiva transforma a empresa, fortalece a cultura e promove um ambiente de trabalho mais agradável, melhorando as relações e estimulando reconhecimento contínuo. Ao final do dia, isso se traduz em uma organização com funcionários que ‘vestem a camisa’, são promotores das ações e advogam pelo crescimento da companhia. Também podemos mencionar que o papel que a comunicação desempenha pode resultar em maior geração de oportunidades de negócios ao educar os funcionários em diferentes temas. Por fim, ainda vale destacar a capacidade da comunicação interna em reduzir a saída dos colaborares.”

 

Fabrico Costa

Fabrício Mota da Costa, Head de Comunicação Corporativa, e Responsabilidade Social da AstraZeneca, destaca a questão da pandemia, como um momento crucial para os profissionais mostrarem a força e a importância da comunicação nas empresas: “Com o advento da Covid-19 nos últimos anos, vimos que a comunicação interna foi ainda mais crucial para o sucesso das empresas. Ter uma comunicação clara, ágil, transparente foram, e continuarão sendo, fundamentais para as organizações. Notamos que a comunicação da liderança ganhou ainda mais força nos últimos anos e essa será uma tendencia cada vez mais forte. Ter líderes que entendam o papel da comunicação e que se engajam é fundamental nos dias de hoje. Porém é muito importante nos atentarmos a infoxicação, tão presente hoje em dia. Achar um balanço entre agilidade na informação versus quantidade/qualidade será cada vez mais importante”.

A respeito de desafios da área, o gestor pontua: “Sempre digo nas minhas apresentações que hoje em dia não existe mais Comunicação Interna e Comunicação Externa. Tudo virou comunicação. Mais do que nunca, o que você fala internamente pode estar nas redes sociais em questões de segundos. O desafio hoje em dia é como gerenciar as informações internas e as externas que também impactam os colaboradores. Ter uma equipe antenada aos dois mundos é fundamental. Além disso, como educar e capacitar os colaboradores na utilização do mundo digital, já que hoje em dia uma opinião mal expressada pode impactar a reputação da organização”.

E ninguém mais tem dúvida de que a comunicação interna ajuda a impulsionar os negócios em termos de marca empregadora, produtividade, qualidade, entre outros fatores:  “A comunicação interna sempre foi, e sempre será, peça fundamental para uma empresa. Ter as pessoas engajadas, reforçar e fortalecer a marca empregadora passa por uma liderança comunicadora e por uma comunicação aberta, ágil e transparente. Mesmo em situações de mudanças, como uma mudança de cultura organizacional, a comunicação interna é o principal fio condutor e responsável pelo engajamento”.

 

Sérgio Freire

Sérgio Freire, gerente de Relacionamento com a Imprensa Relações Públicas e Risco Reputacional comunicação interna tem uma importante função no engajamento dos colaboradores no propósito de cada organização. Nesse sentido, possui uma atribuição estratégica, pois sua meta é encontrar iniciativas que tornem o público interno coeso na busca dos objetivos da empresa. Entender que cada colaborador precisa saber e praticar os atributos do propósito torna-se uma diretriz que interfere diretamente na qualidade dos produtos e serviços oferecidos e na produtividade da organização. Essa busca por unicidade encontra na cultura organizacional um componente que tem de ser considerado e avaliado, em cada momento da comunicação com o público interno. Essa análise constante entre a cultura organizacional e as iniciativas de comunicação requer do nível diretivo da empresa decidir pelo reforço ou pela mudança em aspectos da cultura interna”.

E fala da proatividade exigida dos profissionais: “A área de comunicação não deve resumir sua atuação a receber demandas de níveis superiores, mas também precisa ser entendida como agente capaz de oferecer insumos fundamentais sobre os rumos da organização em seus aspectos culturais”.
E os desafios são muitos: “A comunicação interna atua em um campo de permanente disputa pela atenção das pessoas. No ambiente interno, as organizações, principalmente aquelas de grande porte, encontram públicos internos com microculturas específicas e ambientes de trabalho que demandam posturas distintas dos colaboradores. Cabe à comunicação interna entender esses cenários diversos e atuar para que o sentimento de pertencimento a uma mesma organização esteja presente entre todos os colaboradores, dos mais diversos setores e níveis hierárquicos.  A informação, hoje, é algo que transita em todos os espaços da sociedade e podemos dizer que é um dos bens intangíveis com maior disponibilidade e excesso na vida das pessoas. Todos consumimos informações nos mais distintos formatos e plataformas. As áreas de comunicação interna precisam considerar, todos os dias, quais os formatos mais atrativos, diretos e eficazes para cada segmento do seu público interno. É uma disputa intensa pela atenção do colaborador, diante de uma profusão exponencial de informações a que fica submetido todos os dias”.
E fala como ajudar os negócios: “Além da ligação estreita entre comunicação interna, propósito e cultura, considero que um clima organizacional de qualidade, em que os colaboradores se sintam satisfeitos, seja a melhor forma de a organização promover sua marca como empregadora. Os colaboradores possuem a capacidade de serem promotores da marca com um alcance enorme de comunicação para os ambientes externos à organização e junto ao mercado. Marcas que prezam pela qualidade na relação com seu público interno terão essa diretriz sendo reconhecida mais cedo ou mais tarde”.

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