Apesar das redes sociais estarem buscando maneiras de monetizar os conteúdos produzidos em seus canais, ainda existe a necessidade dos creators não se tornarem reféns das plataformas, buscando viabilidade e rentabilidade além das redes em que atuam. Esse foi o tema do painel “Existe resgate para os reféns das plataformas”, durante o 9º Fórum sobre Marketing de Influência.

Para responder a essa pergunta, Ricardo Wendel, CEO da DIVI-hub, plataforma de investimentos em ativos da economia criativa, conduziu a conversa com Tayara Simões, CEO da NZN, empresa especializada na produção de conteúdo digital e audiências segmentadas e Júlia Puzzuoli, influenciadora digital com mais de 12 milhões de seguidores no TikTok.

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Para Julia Puzzuoli, a relação entre influenciadores e plataformas precisa ser uma via de mão dupla. “É preciso existir uma troca séria, porque ainda não existe uma valorização dos criadores dentro das plataformas. Existem promessas de monetização mas que acabam sendo exclusivas apenas para algumas pessoas que eles escolhem e no final nós temos que trabalhar para construir uma comunidade fora daquela plataforma”, destaca a jovem influencer.

Tayara Simões, CEO e CRO da NZN, considera que as plataformas começaram tarde esse processo de buscar valorizar melhor os criadores de conteúdo. Para ela, ao perceberem a movimentação financeira que acontece diretamente entre influenciadores e marcas – sem envolver a rede social no processo – essas plataformas começaram a entender a importância de valorizar seu ecossistema de produtores de conteúdo.

“As redes sociais precisam começar a dar um melhor suporte para os criadores de conteúdo, construindo um casting interessante e propondo políticas de incentivo para influenciadores, se aproximando melhor desse público. Além disso, precisam pensar em como eles podem pagar um valor que faça sentido para que o influenciador queira usar as ferramentas dessa rede”, defende Tayara.

Apesar do mercado ter amadurecido nos últimos anos, a CEO da NZN acredita que ainda é necessário evoluir muito. “Eu acredito que as plataformas demoraram para conseguir fazer esse movimento, mas elas precisam despertar para o fato de que não adianta oferecer migalhas para as pessoas que estão ali trabalhando todos os dias, porque produzir conteúdo é uma tarefa extremamente complexa, onde não é fácil conseguir construir e manter uma audiência”, complementa.

Para Tayara, esse processo pode levar as marcas a verem as plataformas como parceiras no trabalho com o marketing de influência. “Esse entendimento precisa acontecer para fazer parte da jornada do creator porque, se isso não acontecer, as plataformas vão entrando em desuso, em um mercado que já está muito pulverizado.

Crescendo juntos

Puzzuoli também acredita que, além de implementar estratégias de remuneração mais igualitárias e transparentes entre os influenciadores, é preciso também que as plataformas estejam acessíveis para resolver os problemas desses usuários. “O Tik Tok disponibiliza uma pessoa administradora da plataforma para cada influenciador entrar em contato e conseguir resolver de forma rápida os problemas que aparecem” exemplifica Júlia.

“No caso das parcerias com marcas que fazemos em nossos canais, que precisam ser sinalizadas como publicidade, as plataformas costumam diminuir o engajamento dessas publicações, dificultando o nosso trabalho. Essa interação precisa ser repensada de uma forma que seja boa para todos, influenciadores, marcas e plataforma”, sinaliza Puzzuoli.
A possibilidade das plataformas fazerem o trabalho de conexão entre marcas e criadores de conteúdo, utilizando das métricas que elas já possuem para fazer esse trabalho de maneira estratégica é uma das alternativas defendidas por Tayara Simões.

Ricardo Wendel, CEO da DIVI-hub, acredita que o processo de emancipação dos influenciadores digitais – que não querem ficar reféns das plataformas – pode ser atingido por meio da criação de marcas próprias, utilizando assim as plataformas não só como meio, mas também como clientes. Para Júlia Puzzuoli, essa opção se torna viável a partir do momento em que os influenciadores já possuem um contato direto com os seus seguidores, que já são um público definido e com um bom engajamento.

No futuro

“As plataformas precisam estar muito atentas para criar uma política de aproximação e de relacionamento com os creators”, reforça a CEO da NZN. De acordo com ela, essa estratégia pode ser essencial na retenção de usuários, que buscam uma plataforma que já possui um portfólio de criadores de conteúdo interessantes e engajados naquela rede. “É preciso oferecer para os influenciadores acima de um patamar de engajamento a possibilidade de receber um suporte melhor, com insights completos sobre a sua audiência”, sugere Simões.

Júlia Puzzuoli defende que as redes sociais não precisam ser descartáveis, com os criadores e usuários mudando de plataforma a todo momento, além de não precisarem ter as funcionalidades das concorrentes para se tornarem atrativas. “Se você der um apoio para os criadores de conteúdo, com uma remuneração adequada e proporcionando um suporte para que ele utilize a plataforma da melhor maneira possível, os influenciadores maiores e seus seguidores vão migrar naturalmente para aquela rede, consolidando tanto nós, creators, quanto as plataformas”, defende a criadora de conteúdo.

Saiba mais

Quer conferir todos os debates e conversas do evento? O 9º Fórum sobre Marketing de Influência está disponível na integra no canal da Negócios da Comunicação.

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