Com a revolução tecnológica, a comunicação também se transformou e, consequentemente, afetou a maneira de uma empresa se conectar com seus colaboradores. Observando a importância da comunicação interna, há mais de 25 anos, Adevani Rotter, da Ação Integrada, se dedicou à auxiliar no desenvolvimento das conversas dentro de cada negócio.

“Comunicação e reputação são construídos de dentro para fora”, afirmou a executiva, durante o Fórum Empresas que Melhor Se Comunicam Com Colaboradores. Adevani pontuou as transformações na comunicação até a chegada do que chama de Comunicação 4.0. “É a primeira vez que vemos que a comunicação interna conduziu as narrativas para fora”, observa, pontuando que devido à pandemia do Coronavírus, a sociedade passou por um processo de mudança acelerado, trazendo para o presente tendências previstas para um futuro a médio prazo.

“Quando começamos com a Ação Integrada, nunca imaginei que viveríamos uma pandemia como essa. E hoje, vamos que o propósito e a essência de uma empresa precisam vir à tona para serem aplicados na prática”, analisa.

Ela aponta os principais impactos e reflexões promovidos pela crise. Além da importância do propósito aplicado, há a saúde mental, física, emocional e até mesmo espiritual no centro das conversas nas empresas. “Agora tudo acontece junto e misturado: podemos estar celebrando um recorde de produção, um grande feito da empresa, com os colaboradores, e ao mesmo tempo, conviver com o luto do meu colega, meu parente. Isso foi para o centro da comunicação interna”.

Por fim, ela destaca a velocidade com que o mundo se digitalizou. “Vivemos cinco anos em um”, define. As competências do século 21 foram acionadas e os negócios precisaram se adaptar à nova realidade.

Atrair é preciso

Adevani enumera as fases da comunicação com o passar do tempo, começando por uma conversa unilateral: apenas a liderança é emissora. Em seguida, ao adentrarmos nos anos 2000, líderes e liderados passam a se comunicar com mais frequência, face a face. Já com a popularização das redes sociais, os colaboradores se transformam em comunicadores também, levando a prática de expor ideias e pensamentos para dentro das empresas – nesse momento, todos têm papel de emissor.

Daqui para frente, no entanto, “haverá uma comunicação transversal, com tudo digitalizado”, define a executiva. Diante disso, ela propõe uma reflexão sobre como ressignificar a posição de emissor dos líderes dentro da empresa.

“A comunicação interna acontece no tempo presente, então ela é emocional. O que a gente precisa fazer, então, é conseguir atrair o colaborador, porque ele recebe muitas mensagens em um espaço curto de tempo. É nossa função conseguir criar conexão com ele”.

Curadoria de comunicação

A resposta para isso está em um processo, que precisa ser implantado dentro das comunidades de trabalho. Fazer uma curadoria na comunicação, escolher as palavras-chave para se dirigir ao colaborador, deixando claro o que é prioridade para a empresa.

“Deve existir um equilíbrio entre o que a comunicação interna precisa falar e o que o colaborador quer saber”, explica. Por fim, Adevani conclui que todos esses processos – desde a curadoria até a comunicação direta – devem ser acompanhados por meio de monitoramento. “Costumamos falar muito e não fazer, então é importante saber: aquele estímulo se transformou em ação?”, indaga.

Com o aceleramento da digitalização, quem estiver mais preparado para viver o futuro, que chegou mais cedo que o esperado, vai se sair melhor diante dos desafios pós-pandemia. “Quanto mais tech forem os canais, mais touch (por contato) deverão ser os relacionamentos e experiências”.

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