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Estamos há mais de um ano diante de uma nova forma de trabalhar, interagir e viver. A pandemia de Covid-19 testou nossos limites para o além do imaginável e está impondo um modelo de trabalho sem contato humano, muito mais instantâneo do que o recomendável.

Passei os últimos meses estudando essas mudanças e apoiando especialistas mundiais na elaboração do Worldcom Confidex Index, um levantamento global de comunicação feito com 54.000 presidentes e diretores de marketing (CEOs e CMOs) entre abril e dezembro de 2020, o primeiro mês no qual as vacinas começaram a aparecer no exterior, como uma luz no fim do túnel.

Comunicação na agenda

Os resultados são muito interessantes, principalmente pelo destaque que a comunicação tem ganhado na agenda dos principais executivos do planeta. A pesquisa mostra que pessoas estão entre as maiores preocupações e entre os tópicos que ganharam mais atenção na agenda dos decisores, a ponto de termos um aumento de 160% no acompanhamento dos executivos aos conteúdos online que estão sendo criados e compartilhados pelas empresas.

A capacitação de profissionais para novas funções será uma das grandes metas das companhias, juntamente com trabalhos de engajamento para novas causas como a diversidade. Questões ambientais e de sustentabilidade, por exemplo, ganharam o dobro da atenção ao longo de 2020, o que mostra a preocupação com meio ambiente e questões climáticas. O assunto está tão em destaque que fez com que o Governo Biden tomasse a decisão de ter os Estados Unidos novamente aderindo o Acordo de Paris.

O engajamento dos CEOs e CMOs com a Imprensa dobrou desde abril do ano passado, comprovando que o ambiente adverso pode ser visto como uma oportunidade para demonstrar liderança e diferenciação. Porém, os executivos com poder de decisão precisarão investir ainda mais em treinamentos, como Media Trainning, para se prepararem para níveis cada vez maiores de escrutínio da mídia.

Modelo de trabalho

O estudo mostra que, para obter sucesso em 2021, o modelo de trabalho terá de ser repensado e a comunicação cuidadosa, sensível e humana pode ser um acelerador dessa transformação, desde que tenha a ajuda de especialistas externos capazes de apoiar o processo de tomada de decisões e o entendimento de como deve ser o diálogo com os diversos stakeholders (públicos de interesse).

O pensamento dos milhares de líderes globais que participaram da pesquisa, feita em 42 países, é muito parecido. Todos concordam que as mudanças dependerão de atitudes assertivas. Os presidentes e diretores de marketing que investirem de forma intensa em comunicação ficarão à frente do novo jogo empresarial que teremos nos próximos anos. O tempo de mudar é agora!