Todo ano, dedicamos dois dias da nossa agenda para um grande encontro da nossa área de Comunicação e Relações Institucionais para refletirmos um pouco sobre o ano que passou e para lançarmos um olhar sobre o futuro próximo. É um momento muito rico e sempre de muitos aprendizados, em que, além da equipe própria, reunimos nossos parceiros. Tradicionalmente participam, também, nosso CEO e outras lideranças da empresa que nos dão direcionadores preciosos para nossa atuação nessa nova etapa. Neste ano de 2021, mesmo que por meio de uma interação digital, entre tantos outros temas, falamos muito de tendências da Comunicação.

Para esse grupo, uma opinião unânime é que os meios digitais vieram para ficar. Deixam, na verdade, de ser tendência para ocupar em definitivo um lugar de destaque nos diferentes processos. A crença é, também, que os novos meios não chegam para substituir e sim agregar a outros já tradicionais. Tivemos depoimentos que mostram que meios como o rádio ou o boletim impresso ainda são importantes ferramentas para o diálogo com alguns públicos específicos.

Com nossos diferentes interlocutores e até mesmo parte dos colaboradores se comunicando de maneira remota, a demanda por audiovisual cresceu na pandemia e os vídeos curtos são apontados por diferentes agências de comunicação e instituições de pesquisa como uma das práticas que vão imperar em 2021. Embora, como lembra artigo publicado no site da Cortex Intelligence, esse tipo de conteúdo venha crescendo nos últimos anos, a chegada do TikTok ao mercado no ano passado posicionou os vídeos rápidos, de poucos segundos, num patamar jamais visto. O aplicativo chinês já está em 154 países e, na maioria deles, está entre os 25 programas para celular mais baixados pelo público. Desde então, o fenômeno vem provocando reações de outras gigantes, como o Instagram que lançou sua ferramenta Reels. Certamente esse tipo de conteúdo será um dos grandes destaques do futuro próximo também na comunicação das corporações

Os eventos virtuais e as lives, que tanto dividiram opiniões ao longo do ano passado, seguem firmes nas agendas da Comunicação. Na Usiminas, como na maioria das empresas, tivemos o grande desafio de manter – e em muitos casos ampliar – um fluxo eficiente de diálogo com nossos colaboradores, parte deles agora em diversos locais; com as comunidades, especialmente com aquelas vizinhas às nossas operações; com a imprensa e tantos outros públicos com os quais nos relacionamos. As transmissões ao vivo nos deram a oportunidade de manter nossas lideranças na linha de frente dos alinhamentos importantes que foram fundamentais para a viabilidade das operações e, sobretudo, para a segurança das pessoas. Com certeza, também, são ferramentas que se consolidarão em 2021 e, dessa vez, com menos incertezas para as equipes envolvidas em eventos muitas vezes reunindo milhares de pessoas em diferentes pontos do país. Tivemos um intensivão sobre esse capítulo no ano passado e devemos continuar aproveitando seus enormes benefícios neste ano.

Por último, mas não menos importante, merece nossa total atenção também um outro tema que ganhou impulso na pandemia e deve continuar avançando. A humanização da comunicação. O isolamento social criou uma grande demanda por acolhimento e por identificação com organizações que, de fato, criam valor para toda a sociedade. Cada vez mais vamos ter que estar atentos aos interesses de cada público e nesse contexto, agendas que tratem da Governança Ambiental, Social e Corporativa das empresas vão gerar cada vez mais demandas para os profissionais da nossa área. Empresas são agentes ativos na sociedade e a cada dia são cobradas por suas ações e posições nos mais variados temas.

No nosso encontro anual tratamos de muitos outros temas. Falamos do nosso programa de Diversidade e Inclusão que, para orgulho de todos, vem ganhando cada vez mais força na companhia e debatemos sobre o poder e o papel dos influenciadores internos. Enfim, concluímos que vencemos muitos desafios e que muitos outros nos esperam. Mesmo porque, lamentavelmente, os efeitos econômicos e sociais da pandemia persistem e vêm comprovando diariamente que o diálogo, a transparência e, acima de tudo o respeito às pessoas, são os melhores pilares para enfrentar as grandes tempestades.