Como colocar o discurso de D&I na prática

Profissionais de Comunicação e RH têm papel fundamental na implantação e disseminação de projetos de Diversidade e Inclusão

Colocar em prática projetos de Diversidade & Inclusão é o desafio de muitas empresas bem-intencionadas, cujas lideranças estão convencidas das vantagens e benefícios de tais práticas nas organizações. Mas para que as coisas aconteçam, e saiam do papel e dos discursos, é necessário empenho e propostas de ação das áreas de Comunicação Interna e Recursos Humanos. É necessário ter métricas e metas reais e uma cultura de escuta ativa.

Fernanda Dabori: tema relevante nas organizações

Fernanda Dabori, CEO da Advice Comunicação Corporativa, destaca que existe um descompasso entre o que empresas declaram e executam em projetos de D&I, apesar da importância para os stakeholders. “Todo mundo concorda que D&I são temas relevantes e presentes nas agendas das organizações, formadores de opinião, imprensa e consultores especializados”.

Pesquisas de climas são estratégias importantes, segundo Fernanda, “até para validar determinadas ações de projetos de Diversidade”. O desafio também, ainda segundo a executiva da Advice, é levar a discussão da D&I para o C-Level e toda liderança de uma empresa, além de integrar o tema em toda cultura corporativa.

“É um caminho”, complementa. “Uma discussão que até pouco tempo atrás não existia nas empresas. É sempre um aprendizado novo, inclusive para as pessoas que chegam nessa proposta”.

Fernando Sollak: criatividade gera resultados

Fernando Sollak, diretor de Relações Humanas da TOTVS, explicou que a empresa trata RH como relações humanas, priorizando o pilar “gente é tudo” entre os 13 mil colaboradores espalhados pelo Brasil e o mundo. Sollak enfatizou a diversidade como estratégia de negócios, comprovada por pesquisas de engajamento que ligam equipes heterogêneas a mais criatividade e resultados. “A TOTVS usa aquisições para enriquecer perfis culturais, com programas como aceleração de mulheres em tecnologia. No Instituto Oportunidade Social (IOS), mais de 50% dos aprendizes são meninas em situação de vulnerabilidade. Nossa cultura inclui política de DEI, embaixadores, comissões de liderança e grupos de afinidade para troca de experiências”, relacionou.​ “A diversidade está no centro de nossas estratégias com pessoas”, ressaltou.

Fernando Sollak diz que convence o C-Level com dados que ligam diversidade à criatividade e resultados. Ele citou que as vendedoras da TOTVS retêm os clientes melhor. “Treinamentos anuais de ética no onboarding alinham comunicação interna e externa. Comitês tratam denúncias com celeridade. E eventos como “Mulheres que Fazem” engajam 70 mil clientes. Relatórios de sustentabilidade mapeiam DEI publicamente”, enumerou. E, para finalizar, deixou claro que D&I envolve toda a empresa, não é uma tarefa apenas do RH, e citou a comunicação como um importante aliado nesse processo.

Visões diversificadas

“Ambientes diversos ampliam perspectivas, fortalecem a tomada de decisão e contribuem para soluções mais criativas, inovadoras e alinhadas às necessidades dos clientes”, opina Gislene Vanessa Granero, superintendente de Cultura, Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), Treinamento e Desenvolvimento no Grupo HDI, empresa que apoiou o 5º Fórum Melhor RH Diversidade e Inclusão, das plataformas Negócios da Comunicação e Melhor RH.

Vanessa Granero: ambiente justos e respeitoso que valorize as diferenças

“Ambientes diversos ampliam perspectivas, fortalecem a tomada de decisão e contribuem para soluções mais criativas, inovadoras e alinhadas às necessidades dos clientes”, opina Gislene Vanessa Granero, superintendente de Cultura, Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), Treinamento e Desenvolvimento no Grupo HDI, empresa que apoiou o 5º Fórum Melhor RH Diversidade e Inclusão, das plataformas Negócios da Comunicação e Melhor RH.”No Grupo HDI, reconhecemos que essa pauta é estratégica para acompanhar as transformações e necessidades do mercado e estamos avançando de forma consistente e prática para criar um ambiente justo, respeitoso, que valorize as diferenças e gere impacto positivo para colaboradores, corretores, parceiros e clientes. Nosso compromisso é que esse ambiente seja um espaço emocionalmente e psicologicamente seguro, para todas as pessoas.”

O papel da Comunicação interna também é ressaltado por ela: “A comunicação interna é uma ferramenta essencial para transformar a nossa cultura em práticas do dia a dia – e com os temas de diversidade e inclusão, isso não seria diferente. Ao promover engajamento e conscientização por meio de iniciativas, campanhas e conteúdos claros, acessíveis e conectados com o contexto da empresa, conseguimos promover diálogos, compartilhar boas práticas e reforçar a importância do tema no dia a dia. No Grupo HDI, temos trabalhado para inserir a pauta de forma contínua em nossos canais internos, criando espaços de aprendizado e reflexão que apoiem a construção de uma cultura cada vez mais inclusiva”.

Para a Alstom, outra empresa apoiadora do 5º Fórum D&I, a diversidade e inclusão são pilares estratégicos porque “estão diretamente conectadas à inovação, à performance e à sustentabilidade dos negócios”, avalia Ana Caiasso, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa da Alstom para a América Latina. “Operamos em um setor altamente técnico, global e diverso por natureza, e acreditamos que equipes plurais tomam decisões melhores e desenvolvem soluções mais inovadoras”. Para a Alstom, promover um ambiente inclusivo é também uma forma de atrair, desenvolver e reter talentos, além de fortalecer a competitividade do negócio no longo prazo.

Ana Caiasso: promover um ambiente inclusivo é também uma forma de atrair, desenvolver e reter talentos

Sobre a importância do 5º Fórum Melhor RH Diversidade e Inclusão, Ana diz que “certamente é um espaço relevante porque promove uma troca qualificada entre empresas, lideranças e especialistas sobre práticas reais, desafios e avanços em DEI. Mais do que discutir conceitos, acredito que o fórum incentiva a reflexão sobre como transformar intenções em ações concretas, com impacto mensurável, além da oportunidade de aprender com outras organizações, compartilhar experiências e fortalecer redes que ajudam a evoluir as agendas de diversidade e inclusão.

A comunicação interna tem um papel central na consolidação da agenda de diversidade e inclusão, ainda segundo Ana Caiasso: “É por meio dela que os compromissos globais ganham significado local e se conectam à realidade das pessoas. Na Alstom, trabalhamos para que a comunicação vá além da divulgação de iniciativas, estimulando conversas, escuta ativa e engajamento contínuo dos colaboradores. Utilizamos diferentes formatos para dar visibilidade às iniciativas, compartilhar histórias reais e reforçar comportamentos inclusivos no dia a dia”.

 

Essa discussão fez parte do painel “Diversidade e inclusão na prática“, dentro do 5º Fórum Melhor RH Diversidade e Inclusão, promovido pelo Cecom – Centro de Estudos da Comunicação e Plataformas Negócios da Comunicação e Melhor RH.


Assista aqui ao primeiro dia do Fórum.


                         

 

Conteúdo RelacionadoArtigos

Portal da Comunicação

FAÇA LOGIN ABAIXO

Recupere sua Senha

Por favor, insira seu usuário ou email