Parece rádio mas não é. O espaço é democrático e difundido em várias plataformas. Este é o podcast, uma forma de comunicação que uniu o áudio ao ambiente de internet. O conceito é antigo. O formato surgiu e 1999 com o antigo protocolo de RSS – Really Simple Syndication, um formato de distribuição de informações em tempo real pela internet. O ex-VJ da MTV Adam Cury, aperfeiçoou a ideia, com o primeiro agregador de podcasts usando Applescript (linguagem de computador interpretada que age sobre a interface do sistema operacional da Apple) e disponibilizou o código na Internet, para que outros programadores pudessem ajudar. Entre 2001 e 2003 foram criados os primeiros programas. Aí a coisa bombou.
O termo ‘podcast’ surgiu a partir da junção das palavras ‘iPod’, dispositivo reprodutor de áudio da Apple, e ‘broadcast’ (“transmissão” em inglês).
Mas tudo isso é história. A data comemorativa foi criada no Brasil em homenagem ao primeiro podcast nacional publicado no dia 21 de outubro de 2004, o Digital Minds, do podcaster Danilo Medeiros.
Logo depois outro pioneiro podcasts surgiu em 2006, o NerdCast, apresentado por Alexandre Ottoni e Deive Pazos, focado na cultura nerd do Brasil. Os episódios trazem conhecimentos sobre tecnologia, jogos, empreendimento, ademais possuem programas dedicados à divulgação científica. Em 2020, o NerdCast foi o mais ouvido do Google Podcasts entre 1º de abril e 29 de novembro no país.
A pandemia ajudou a popularizar ainda mais o podcast. Segundo uma pesquisa realizada pela Globo em parceria com o Ibope, 57% da população brasileira começaram a ouvir programas de áudio entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021. Hoje existe uma infinidade de produtores e temas. Cada episódio pode ser baixados da internet ou reproduzidos em ferramentas de streaming como Spotify, Deezer ou Google Podcast.
Existe ainda a Associação Brasileira de Podcasters (ABPod), fundada em 13 de Maio de 2006, com o objetivo de coordenar, orientar e representar locutores, produtores, comentaristas e divulgadores do Podcast brasileiro. Segundo o PodPesquisa de 2020, “aplicados o número de ouvintes em 2019 de 17,3 milhões, estamos falando de um total de ouvintes entre 20 milhões e 34,6 milhões no Brasil atualmente”.
Hoje, tradicionais veículos de comunicação também fazem conteúdo para podcasts, como a Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo, entre outros. O podcast ainda é muito utilizado em ações promocionais de marcas.
Viralizando
Danilo Medeiros é um marco importante na mídia mundial, que passou por modernização e novas formas de consumir conteúdos e informação. Com isso, programas de rádio e televisão, deram abertura e espaço para a chegada e popularização do podcast, plataforma de áudio de diferentes segmentos que viralizou nos últimos anos e é febre entre os internautas e comunicadores da atualidade.
“Podcast é uma ferramenta que vem em crescente e é como você ter seu programa de rádio ou TV, só que distribuído para muito mais pessoas. Apesar das diferenças entre as duas plataformas — sendo o rádio em tempo real, abordando temáticas de interesse público, e o podcast gravado sob demanda para um público com interesses específicos —, ambos têm como principal objetivo a disseminação da informação em uma era em que o tempo é escasso, que nossa visão está sempre ocupada e que os vídeos curtos não alcançam profundidade dos assuntos fornecidos”, explica Bebbel Rendeiro, co-host do POWERCast, primeiro podcast sobre empreendedorismo apresentado por mulheres no Brasil e que conta com mais de 400 mil acessos mensais nas redes de streaming.

“Nosso desejo, como todo podcast, é o de comunicar. Assim, buscamos tirar dúvidas, educar, transformar e oferecer dicas para quem já é empreendedor e para quem está começando na área, coisa que, há 10 anos atrás, quando iniciei minha carreira, isso sequer existia, e que, por mais que eu já tivesse muita informação e conhecimento em diferentes áreas, tornou tudo mais difícil”, complementa Scheila Sanntos, empresária e também apresentadora do POWERCast, que já entrevistou mais de 50 nomes, entre eles estão Felipe Titto (Titanium), Georgios Frangulis (Oakberry), Felipe Massa (Piloto), Leo Picon (Just Approve), João Appolinário (Polishop), Cris Arcangeli (Beauty’in), entre outros grandes cases de sucesso no empreendedorismo brasileiro.
Graças a necessidade de baixo orçamento para abertura e vasto conhecimento em áreas específicas e gerais, a plataforma vem trazendo a possibilidade de criar novos comunicadores que não param de aparecer e crescer dia após dia. “Para aqueles que querem iniciar no ramo, a dica é persistir já que a comunicação é um dos pilares mais importantes para qualquer tipo de relacionamento, abrindo portas e fronteiras, ajustando e mostrando quem somos e queremos para o mundo”, complementa Scheila que sozinha conta com mais de 100 mil seguidores no Instagram, onde conta sua experiência como empreendedora e podcaster, motivando pessoas e novos empresários.