Traduzindo negócios em valor: a comunicação como aliada da regeneração

O desafio da comunicação corporativa hoje não é apenas apresentar produtos, é narrar a construção de um novo modelo de desenvolvimento

Por Vanessa Motta

Vivemos tempos de desafios complexos, múltiplas crises e consumidores atentos e exigentes. Manter uma agenda de comunicação corporativa relevante para negócios e para a sociedade demanda construir continuamente pontes de confiança e transparência.

Isso se faz com coerência entre ação e narrativa, em primeiro lugar, mas também com conexão genuína, escuta atenta e contínua, e mensagens capazes de traduzir temas complexos com uma linguagem universal, acessível e mobilizadora.

É o que fazemos na estratégia de comunicação da Natura, buscando disseminar uma nova visão sobre a sustentabilidade, que chamamos de Regeneração. Um conceito que significa ir além de mitigar ou compensar riscos, mas agir para o mundo seja amanhã um lugar melhor do que é hoje. Na prática, isso significa que além de gerar lucro, uma empresa precisa fazer com que pessoas, comunidades e o meio ambiente sejam mais saudáveis e prósperos, deixando um saldo positivo para todos ao mesmo tempo.

Essa transformação exige evoluções profundas não só na forma de gerir negócios, mas de comunicar e engajar em uma transformação que é coletiva, e não de uma organização apenas. O desafio da comunicação corporativa hoje não é apenas apresentar produtos, é narrar a construção de um novo modelo de desenvolvimento.

Para isso, termos técnicos como como sociobioeconomia precisam se tornar assuntos de interesse da imprensa e da audiência. Isso não acontecerá sem intencionalidade de umaestratégia de comunicação que simplifique, conecte e dissemine continuamente o impacto dessa agenda para os diversos públicos.

Quando falamos sobre o Mecanismo Amazônia Viva, parceria com a VERT e o FUNBIO, por exemplo, não discutimos apenas finanças. Contamos a história de como uma forma de tomada de empréstimo adaptada à realidade de famílias que vivem na floresta permitiu que 15 associações quitassem integralmente seus financiamentos e desenvolvessem seus negócios sustentáveis. Contar como um CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) seja uma ferramenta de regeneração exige uma comunicação didática, inspiradora e, acima de tudo, concreta.

O jornalismo e os jornalistas são nossos parceiros nessa jornada. A imprensa, essencial na construção de uma esfera pública democrática e madura, é aliada estratégica nessa agenda. É preciso informação confiável, verificada, fatos, dados e contextos para cidadãos formarem opiniões, tomarem decisões informadas, cobrarem governos e escolherem como consomem. Os meios de informação são indispensável para construímos uma cultura de responsabilidade e valores sustentáveis — ou regenerativos.

É tarefa das lideranças pioneiras pautar conversas mesmo quando todas as soluções inda não estão postas. A jornada de evolução é continua, e deve ser trilhada com transparência e diálogo constante com todas as partes interessadas.

 

Vanessa Motta é head de Reputação e Comunicação da Natura

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