Tecnologia pode gerar uma cultura organizacional mais inclusiva?

Especialistas discutem como IA, cultura organizacional e decisões humanas impactam vieses, equidade e inclusão nos processos seletivos

Daniela Monteiro: mais consciência de quem  utiliza IA

 

 

Caroline Marques: o impacto reputacional das decisões

A tecnologia pode se tornar um novo fator de exclusão?

Salim Khouri: o impacto da IA não é homogêneo
Mariane Aragoni: a tecnologia só se torna inclusiva quando existe uma cultura que legitima o aprendizado contínuo
Daniele Arraes: assumir que todos têm o mesmo acesso ou domínio digital é um erro estrutural
Fernanda Padilha: quem alimenta a IA são as pessoas

“A inteligência é uma grande aliada quando falamos em recrutamento e também em todos os processos”, opina Fernanda Padilha de Oliveira, analista de RH na Metadados. “Auxilia na parte operacional. A IA por aqui é minha assistente direta. Na Metadados temos uma plataforma de recrutamento que auxilia muito na triagem de currículos, no contato com as pessoas. Também existem serviços externos que fazem essa busca de candidatos via IA. É um tempo operacional que economizamos”. E na área de diversidade e inclusão, Fernanda lembra que, quem alimenta a IA são as pessoas, numa forma de combater vieses e não acontecer exclusões. Na contratação, mesmo com política de cotas, Fernandas revela que o objetivo da empresa nunca foi considerar deficiências e sim aptidões, experiência e história de vida da pessoa. “Conseguimos trazer bons funcionários através dessa ação”, admite. “Além disso eles são protagonistas das próprias carreiras”

A importância Comunicação Interna na Diversidade e Inclusão

Danila Cardoso: Comunicação Interna é o motor da evolução cultural

“Diversidade e Inclusão não são apenas valores, são estratégia de negócio”, defende Danila Pires Cardoso, diretora de Pessoas do Grupo CCR e uma das patrocinadoras do 5º Fórum Melhor RH Diversidade e Inclusão. “Empresas que abraçam a pluralidade criam ambientes mais inovadores, reduzem a rotatividade e aumentam atratividade e engajamento. Equipes diversas ampliam perspectivas, enriquecem decisões e fortalecem a conexão com clientes, refletindo a sociedade em que atuamos”.

“Na Motiva”, continua Danila, “maior empresa de infraestrutura de mobilidade do país, essa agenda é parte da nossa cultura e do nosso futuro. No segmento de rodovias, onde atuo, as mulheres ocupam todos os espaços: da engenharia à manutenção, do atendimento ao cliente à conservação rodoviária. Hoje, elas representam 43% do headcount das 12 concessionárias, atuando em funções críticas como monitoramento de tráfego, guinchos pesados, APH (atendimento pré-hospitalar), conservação, manutenção e engenharia.Para acelerar essa transformação, lançamos o programa Pertencer – Inclusão e Respeito para Ser, que redesenhou nossa governança com Comitê, Escritório de Diversidade e seis grupos de afinidade: Culturas e Regionalidades, Equidade de Gênero, Gerações, LGBTQIAPN+, Pessoas com Deficiência e Raça e Etnia.
“Também adotamos práticas como short list diversas e buscas ativas para liderança, garantindo representatividade. Superamos a meta de 35% de mulheres em liderança, alcançando 36,4%, e ampliamos a presença feminina na alta liderança para 45%, sendo reconhecidos pelo GPTW Mulher entre as 25 melhores empresas para mulheres trabalharem”.
“Nosso propósito é claro: melhorar a vida das pessoas por meio da mobilidade. E temos convicção de que o setor de infraestrutura é protagonista na integração das mulheres ao mercado de trabalho. Na Motiva, as portas estão abertas para que elas atuem como e onde quiserem – e nós sempre faremos questão de recebê-las”.

Falando a respeito da importância da Comunicação Interna nas estratégias de Diversidade e Inclusão, Danila expõe que “a Comunicação Interna é o motor da evolução cultural. “Ela conecta pessoas, fortalece valores e impulsiona inovação. Por meio de campanhas educativas, conteúdos claros e acessíveis, histórias reais de colaboradores e espaços de diálogo, é possível engajar e sensibilizar equipes. Além disso, materiais visuais, integração com datas comemorativas e divulgação de treinamentos reforçam a importância do tema. Quando a comunicação apresenta indicadores e resultados, ela transmite transparência e credibilidade, mostrando que D&I é um compromisso estratégico e não apenas discurso. Assim, a comunicação interna conecta pessoas, fortalece valores e impulsiona a inovação”.

 


Essa discussão fez parte dos painéis “Para além do algoritmo — Qual viés está de fato calibrando o seu recrutamento?”, e !Novas soluções, novos problemas — Como promover a inclusão digital entre gerações e níveis hierárquicos“, dentro do 5º Fórum Melhor RH Diversidade e Inclusão, promovido pelo Cecom – Centro de Estudos da Comunicação e Plataformas Negócios da Comunicação e Melhor RH.


Assista aqui ao primeiro dia do Fórum.


                         

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