Pertencimento e diversidade: quando a sobrecarga ameaça a inclusão

Especialistas analisam como iniciativas de diversidade, sem governança compartilhada, geram exaustão e colocam em risco o pertencimento nas organizações

Tatiana Porto: dificuldade em conseguir voluntários para grupos de afinidades
Lorenna Oliveira: “Estratégia envolveu engajar a liderança desde o início”

O dilema do burnout

Sergio Amad: importância dos dados e indicadores

“O burnout significa esgotamento do cérebro”, aponta Sérgio Amad, CEO da Fiter. E para existir um programa de diversidade e inclusão nas empresas, que identifique os problemas, é preciso métricas, defende o executivo. “Temos que olhar a visão da empresa, cada item da cultura, para ver se as informações são coerentes. Quando olhamos o manual de cultura, tem algum item que se refere à diversidade? Em tese a diversidade não deveria ser uma bandeira nem um problema. Então temos que tratar da discordância velada, que ninguém fala. Temos que ter dados para medir isso”. Pesquisas de clima anuais envelhecem em um mês, segundo ele. As medições deveriam ser pelo menos mensais, recomenda.

Hoje já existem referências internacionais e com a inteligência artificial é possível medir o índice de felicidade interna. “As pessoas dos grupos de diversidade sofrem muito mais burnout”, aponta Amad. “Mas a diversidade interna aumenta os indicadores de felicidade”. Parece uma contradição, mas é algo que tem que ser trabalhado nos letramentos, para não ficar apenas nos aspectos negativos.

Importância da D&I

Salim Khouri: “Ambientes diversos ampliam repertório, melhoram a qualidade das decisões”

“A Diversidade e Inclusão são essenciais para qualquer organização que queira crescer de forma sustentável, inovar e se conectar com a sociedade”, defende Salim Khouri, diretor de RH da Syngenta, uma das empresas patrocinadoras do 5º Fórum Melhor RH Diversidade e Inclusão. “Ambientes diversos ampliam repertório, melhoram a qualidade das decisões, fortalecem o clima interno e aumentam a capacidade de criar soluções relevantes. E, para que tudo isso aconteça de maneira orgânica e verdadeira, a comunicação interna tem um papel decisivo. Ela ajuda a educar, criar consciência, dar transparência às escolhas da empresa e abre espaços de diálogo que fortalecem a segurança psicológica. Quando a comunicação é clara e coerente, a cultura se move, as pessoas se engajam e a pauta deixa de ser um ‘tema’ para virar prática cotidiana”.


Essa discussão fez parte do painel Bandeira que pesa — Como cuidar da sobrecarga de quem precisa representar a todos o tempo todo“, dentro do 5º Fórum Melhor RH Diversidade e Inclusão, promovido pelo Cecom – Centro de Estudos da Comunicação e Plataformas Negócios da Comunicação e Melhor RH.


Assista aqui ao primeiro dia do Fórum.


                         

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