A agência de influencers Digital Stars, considerada uma das maiores do Brasil, vai encerrar suas atividades no país. A empresa faz parte do grupo Webedia, que integra canais como os sites Adoro Cinema, Hypeness, IGN, entre outros.

O CEO da Webedia Brasil, Tarek Homsi, no entanto, contou que haverá uma mudança no modelo de negócio e que a Digital Stars deixará de atuar como um negócio independente das demais atividades do grupo.

Em entrevista concedida com exclusividade, o executivo afirmou: “avaliamos o modelo de negócio atual da Digital Stars e ele não estava se mostrando sustentável a longo prazo”.

A Negócios da Comunicação apurou que demissões na equipe já foram efetuadas e que a notícia do encerramento das atividades já está sendo comunicada aos influencers integrantes do casting da agência. Segundo uma fonte do mercado, a motivação estaria relacionada ao fato de que a operação já não era superavitária para o grupo internacional.

A informação é impactante no mercado nacional, já que a empresa é responsável por dezenas de canais e, muitos deles, são os mais relevantes no seu segmento de atuação. Mas não reflete o verdadeiro momento do marketing de influência no segmento de comunicação. Segundo dados da agência Mediakix, o mercado de influenciadores digitais deve movimentar US$ 10 bilhões até 2020, no mundo.

Casting
Dentre os clientes que fazem parte do casting da Digital Stars, estão nomes como Felipe Castanhari, do Canal Nostalgia (12,4 milhões de inscritos); BRKsEDU (7,98 milhões); Pyong Lee (6,08 milhões); Christian Figueiredo (5,84 milhões); Malena 0202 (5,84 milhões); entre outros. A fidelidade ao próprio casting pode ter sido um dos fatores que levaram ao desequilíbrio das contas, pois somente neste ano a agência passou a trabalhar com influencers de outros castings.

A esses influenciadores, a agência oferecia um pacote completo, que vai desde campanhas publicitárias; product placement em vídeos; patrocínio de quadros no YouTube e Facebook; eventos; licenciamento de produtos; assessoria de imprensa e relacionamento com fãs. A Digital Stars e gestores do grupo Webedia foram procurados mas, até o momento, não houve um posicionamento oficial.

“Nova fase”
De acordo com o Homsi, CEO da Webedia Brasil, o modelo de negócios atual da Digital Stars se baseia em contratos de exclusividade com seus talentos, e poderia se tornar um gargalo para o futuro das operações.

“O nível de serviço que você oferece, ao manter contratos exclusivos com os influenciadores versus o revenue share [a partilha de rendimentos] que conseguimos com esses talentos nesse tipo de relação, a longo prazo, se mostra cada vez mais difícil de se sustentar. Por esse motivo, liberamos os influencers de seu vínculo de exclusividade”, afirmou.

“Vamos integrar as atividades de influencer marketing dentro da Webedia Brasil, aumentando as sinergias entre esse segmento e os projetos comerciais e editoriais do grupo – não existe mais uma marca separada”, disse.

O CEO afirmou que alguns empregados já foram desligados e que “uma grande parte da equipe” deve continuar nos quadros do grupo. Os influenciadores que faziam parte do casting da Digital Stars foram comunicados e, segundo Homsi, a empresa está de portas abertas para novas oportunidades de negócios.