O Facebook é uma rede social em constante mudança. A todo momento novas ferramentas, ou novos formatos das ferramentas anteriores, são testadas. E recentemente muitas dessas mudanças têm chamado a atenção de quem vê a plataforma como base de divulgação. A de maior repercussão com certeza foi o Facebook Stories.

Essa é, portanto, apenas mais uma prova de que as redes sociais seguem explorando suas inúmeras possibilidades de interação e, de certa forma, desafiando seus usuários. Porém, para os comunicadores, interessados no uso comercial e profissional da rede, todas essas mudanças podem representar campos importantes a serem explorados.

De acordo com o especialista em marketing digital e professor-parceiro da Brasília MarketingSchool (BMS), Diego Isaac, o Stories é uma oportunidade para aplicar o famoso marketing de influência, uma vez que a ferramenta não está disponível para empresas. “O Stories é uma ferramenta criada para incentivar o User Generated Content (conteúdo gerado por usuários), dando voz a essa nova geração que se cansou de compartilhar status no formato tradicional do Facebook”. E complementa: “Nos bastidores, o que se ouve de quem já testou a funcionalidade é que o alcance orgânico é até 10x maior que o normal, portanto, é uma excelente oportunidade para o Facebook conquistar anunciantes. E se eles conseguirem ter essa visão, podemos esperar que o Stories chegue às empresas, assim como no Instagram”.

Enquanto isso não ocorre, Isaac adverte que o ideal é que as empresas não tentem se se adaptar às ferramentas, mas sim aos consumidores. “A presença no meio digital deve ocorrer com qualidade, oferecendo serviços e materiais de real utilidade para o usuário, e com isso serão certamente comentadas e bem avaliadas através das histórias”.

“Nos bastidores, o que se ouve de quem já testou a funcionalidade é que o alcance orgânico é até 10x maior que o normal, portanto, é uma excelente oportunidade para o Facebook conquistar anunciantes. E se eles conseguirem ter essa visão, podemos esperar que o Stories chegue às empresas, assim como no Instagram”

Deve-se lembrar também que o Facebook dispõe e continua criando novas plataformas para anúncios. O “Collection”, por exemplo, ou simplesmente Coleção em português, é uma modalidade que combina vídeo com uma vitrine de compras. “O Facebook fez uma combinação genial de vídeo e e-commerce – ou social commerce – para aproximar o altíssimo engajamento do vídeo com a venda do produto. É possível, portanto, combinar a funcionalidade de conteúdo com a de vendas, inserindo na área do vídeo algo que instrua o consumidor sobre aquele determinado produto ou serviço que está anunciado logo abaixo”, explica o especialista.

Isaac ainda alerta quanto à produção de conteúdo em diversos níveis, não só de anúncios. “O Facebook comporta a criação de conteúdo para as mais diversas etapas da experiência do consumidor, seja na etapa de conscientização, consideração ou de decisão. Nas duas primeiras etapas é altamente recomendável que se produza conteúdo informativo, mas na última etapa (decisão) a melhor maneira de abordar em diversos casos é expor o produto ou algo relacionado ao produto, também através de anúncios”. Por outro lado, vale sempre lembrar que o Facebook é uma plataforma social, explica Isaac, portanto, o esperado é sempre conteúdo de engajamento alto, conversas e poucas recomendações específicas. “É um lugar para estar perto das pessoas”.

E para a felicidade dos anunciantes, segundo o professor-parceiro da BMS, o Facebook é uma empresa, sim, relativamente aberta, principalmente quando se compara ao Google, por exemplo. Ele usa como exemplo o case colaborativo entre a rede, a Cervejaria Colorado e o PicPay (saiba mais). “Essa parceria foi sensacional e trouxe bons resultados para todos os lados: os usuários do Facebook, clientes da Colorado e também os usuários do PicPay”.

E mesmo as pequenas mudanças que têm sido testadas e aplicadas podem ser bem aproveitadas pelos anunciantes, analisa Isaac. “Quem quer anunciar pode sempre se beneficiar de um nível mais apurado de segmentação e atenção dos usuários. Os testes do Facebook nesse sentido servem para trazer os usuários para se engajarem em um conteúdo específico em meio a tanta informação que está disponível na plataforma. Quem souber aproveitar isso, sai na frente”.