Vera Magalhães encerra um ciclo na TV Cultura

Jornalista foi apresentadora do Roda Viva durante os últimos seis anos e também homenageada no 9º Prêmio Especialistas

A jornalista Vera Magalhães deixou o comando do programa Roda Viva, na TV Cultura, após seis anos de atividades. Uma das mais experientes profissionais brasileiras, ela foi homenageada no 9º Prêmio Especialistas, em novembro do ano passado, iniciativa do Cecom — Centro de Estudos da Comunicação e Plataforma Negócios da Comunicação. Ernesto Paglia substitui Vera na bancada do programa.

Vera Magalhães com Márcio Cardial, diretor do Cecom em homenagem especial no 9º Prêmio Especialistas

Durante despedida, ela agradeceu à equipe e ao legado do Roda Viva. O anúncio pegou o mercado desprevenido, pois a emissora iria renovar o contrato por mais um ano em reunião dia 15 de dezembro, segundo a jornalista, sugerindo quebra de acordo.

Em nota oficial, a TV Cultura alegou que a rotatividade no comando do programa é uma característica do sucesso do Roda Viva, agradecendo ainda a contribuição de Vera Magalhães. A nota ressalta, justificando a medida: “Como uma das mais importantes TVs públicas do país, é da natureza da emissora abrir oportunidade para novos apresentadores, que trazem sua contribuição ao já consagrado formato. A diversidade de jornalistas na bancada, vindo dos mais diversos veículos de comunicação do país, também contribui para o debate público das questões que impactam o Brasil e o mundo”.

Graduada em jornalismo pela USP. Foi coordenadora de Política na Folha de S. Paulo e depois comandou a coluna Radar na revista Veja. Atuou ainda na Jovem Pan, no Estadão e debateu economia e política na TV Globo, além de colunista no jornal O Globo e CBN. Recebeu diversos prêmios de jornalismo, além do Prêmio Especialistas, que ganhou diversas vezes.

Caluniada pelo ex-presidente — e agora presidiário condenado — Jair Bolsonaro e sua ex-ministra Damares, recebeu, como consequência, diversos ataques de seus seguidores com várias fake news, pelo simples fato de exercer a profissão de jornalista. Talvez Bolsonaro, cujo conhecimento de história não é seu forte e obcecado pelo anticomunismo e defensor da ditadura militar e da tortura, tenha confundido a jornalista Vera Magalhães com outra Vera, a Vera Lúcia Magalhães, socióloga, militante do MR8 e guerrilheira durante a ditadura — torturada e exilada.

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