Que o celular reina absoluto no cotidiano das pessoas, não há dúvidas. Mesmo após a desaceleração no ano retrasado e a queda em 2016, as vendas de smartphones devem retomar seu crescimento neste ano, com projeção de 3,5% em número de unidades vendidas, segundo a empresa de pesquisa IDC. No mercado publicitário, dados como esses servem como estímulo para direcionar as ações. Afinal, quem não quer ser, de fato, assertivo em suas campanhas?

Não existe, ainda, uma melhor maneira de impactar o usuário no mobile. Marcas investem pesado nas notificações push mobile (através de avisos que aparecem na barra de status do seu smartphone) ou em anúncios nos aplicativos, redes sociais e sites – por meio dos Ads. Porém, apesar de criar grande engajamento e conversões, há o problema de muitos usuários classificarem tais campanhas como “invasivas” ou “spam”.

De olho nessa lacuna, soluções no mobile começam a despontar na relação de proximidade “marca-consumidor”. E não mais usando apenas banners desfragmentados dentro de apps ou em sites voltados ao celular. A partir de agora, a contextualização se dará por meio do Big Data, o que tornará as ações publicitárias muito mais interessantes e personalizadas, pois a análise de dados e de comportamento entregará conteúdo alinhado com as expectativas dos usuários.

Essa transformação se dá com a evolução constante, também, do B.I (Business Intelligence). Acoplado às métricas de análise do Big Data e Geolocalização, a personalização de anúncios torna-se extremamente envolventes. Que tal anunciar um novo game com um anúncio que te permite “jogar”? Ou criar uma campanha de branding de uma nova cerveja e impactar apenas quem está em uma área repleta de bares ou mercados? São essas possibilidades que ditarão as regras de um mercado tão promissor quanto desconhecido.

Outra frente que avançará ainda neste ano são os chatbots, soluções que contribuem (e muito) na interação das marcas com seus consumidores. Os robôs já estão mudando a forma que enxergamos as nossas marcas e transformarão o acesso aos serviços de transporte, música e compras. Através de mensagens para estes robôs no seu relógio inteligente, por exemplo, tudo estará acessível: solicitar um carro, pedir comida, obter orientação sobre determinada marca. Tudo em um instante.

De olho em todas estas tendências, startups trazem soluções para o mercado. A Sliphis Techworld, por exemplo, utiliza a tecnologia “LSAP” (Locked Screen Advertising Plataform), oferecendo vantagens em troca de entrega de mobile advertising já na tela bloqueada de seus usuários. Com possibilidade de interação apor meio de gifs, vídeos, jogos e outras vertentes, o app entrega ao usuário um conteúdo bem diversificado. Para os anunciantes, trata-se de uma nova oportunidade de mídia, escolhendo uma base de usuários por idade, região e preferências. O resultado é mais assertividade na campanha e quase nenhuma dispersão de verbas.

O modelo traz luz sobre a própria relação entre consumidores e marcas. De um lado, as agências e os departamentos de marketing que buscam maneiras de “conversar” com seu público. De outro, os consumidores que buscam novidades, mas estão cansados da maneira como são impactados pelas propagandas. Nesse novo modelo proposto, calcado na colaboração, o usuário participa da campanha e ganha junto. Eleva a campanha a um nível mais alto, no qual há um ciclo de experiência entre marca e consumidor.

A flexibilidade de se trabalhar a publicidade mobile, portanto, é grande e ainda há muito a ser desenvolvido nessa área. Soluções aparecem a cada dia, com o mercado ávido por inovações. O mercado mobile deixa, afinal, de ser apenas experimento e passa para a fase de execução nos departamentos de marketing e agências. O futuro está em nossas mãos. E nas mãos dos usuários, claro.