O atual cenário econômico e político do país apresenta inúmeros desafios para profissionais de todos os setores, e com a comunicação corporativa não é diferente. Esta área, que já foi relegada a segundo plano, vem ganhando cada vez mais importância dentro da gestão das companhias.

A forma como as empresas se comunicam com seus diferentes públicos impacta diretamente os negócios, daí a necessidade de efetivamente dialogar com as pessoas – que têm mais acesso às informações e não aceitam apenas o que é “empurrado” como verdade.

Por isso, a importância de uma comunicação 360°, para que as mensagens sejam conduzidas de forma integrada nos canais adequados para cada público, oferecendo dados relevantes e garantindo a visibilidade e a reputação da marca.

Esta nova realidade atingiu em cheio o dia a dia dos profissionais que atuam neste setor. E não poderia ser diferente, afinal, com a diversidade de canais com suas linguagens próprias, não são poucos os desafios na hora de definir as estratégias e ações de relacionamento – seja com clientes, parceiros ou colaboradores, independentemente de serem empresas B2B ou B2C.

A capacidade de interlocução com os diferentes públicos tornou-se mais do que essencial e isso exige a reunião de habilidades que propiciem o desenvolvimento de iniciativas que encantem e fidelizem o público – como criatividade, adaptabilidade e trabalho em equipe, por exemplo.

Não é à toa que a atuação deve ser cada vez mais baseada no conceito de Inbound PR: entende-se o perfil que se quer atingir e a partir daí as estratégias são definidas – não o contrário. Daí também a necessidade de contar com equipes multifuncionais, compostas por pessoas de diferentes formações e percepções atuando juntas, criando ações inovadoras para os mais diversos meios.

Nesta hora, percebe-se ainda mais claramente as mudanças no setor. Uma pesquisa realizada pela Abracom em 2003 mostrava que 85% dos profissionais que trabalhavam em agências eram formados em jornalismo. Um novo levantamento, realizado em 2013, apontou que esse percentual caiu para 52%, sendo estes 48% restante bastante pulverizados, mas com destaque para os graduados em relações públicas (17%) e publicidade (7%).

O fato é que, independentemente da formação, o profissional de comunicação corporativa precisa se reinventar para continuar sendo relevante e tendo espaço no mercado – seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. O artigo “The importance of being relevant”, de Fred Cook, aborda este tema.

Espera-se que quem atua com comunicação corporativa esteja preparado para identificar rapidamente as mudanças do mercado e avaliar como estas transformações podem ser utilizadas para melhorar o relacionamento da empresa com seus públicos de interesse – colocando as ações em prática com agilidade.

E não importa se é uma matéria na imprensa, um evento de relacionamento, mídia paga ou até mesmo todas essas ações ao mesmo tempo, a capacidade de avaliar qual a iniciativa mais indicada é fundamental. Tudo isso apoiado pela tecnologia, que auxiliam na mensuração dos resultados – justificando os investimentos em comunicação, que sem isso fica estagnada.

Diante de tantos desafios, cabe aos profissionais de comunicação corporativa estarem atentos às mudanças de mercado e buscarem experiências em áreas diversificadas – marketing, digital, análise de dados e outros. Afinal, fica claro que os projetos de sucesso já realizados contam mais no currículo e nas entrevistas do que a formação acadêmica.