O ano de 2016 foi um divisor de águas para a Máquina Cohn & Wolfe. Em janeiro, foi confirmada a compra da parte majoritária da agência pela Cohn & Wolfe, do grupo britânico WPP. Apesar dos mais de 20 anos de crescimento no mercado nacional, com o Grupo Máquina PR e a liderança de Maristela Mafei, a empresa percebeu que a Cohn & Wolfe traria aprendizados valiosos e vantagens competitivas importantes.

“A integração das duas agências foi intensa desde o início, com o desembarque de executivos globais no Brasil para treinamento das equipes e disponibilização de informações. A equipe passou a fazer parte das redes globais de inteligência de dados, inovação digital, criatividade e passou a frequentar os eventos mundiais, como o anual Digital Summit, que reúne líderes digitais dos 36 países em que a agência está presente”, conta o CEO Marcelo Diego. Para o executivo, a integração foi rápida e natural, uma vez que as agências, desde o início, compartilhavam valores como empreendedorismo, compromisso com qualidade de atendimento, resultados e inovação.

“Ou seja, 2016 foi um ano importante para a Máquina Cohn & Wolfe”, completa.

O mantra do time tornou-se “Dig Deeper. Imagine More”, um modo de pensar e método de trabalho que gera inovação a partir de dados e insights. Todos os colaboradores foram treinados pelos executivos da Cohn & Wolfe e aplicam o DDIM, como é chamado, para fazer propostas, planejamentos e ações de marca. Essa nova forma de trabalhar contribuiu para a conquista de grandes marcas em 2016, como Airbnb, General Mills, Bradesco Patrocínios, BNP Paribas, Giraffas, SPFC, Contax e Abrasce.

A adoção de novos processos também ocorreu no back office, uma vez que a WPP tem ações listadas na Nasdaq e na Bolsa de Londres.  Foram adotados todos os procedimentos de controle financeiro e gestão exigidos por companhias de capital aberto.

“Demos também muita ênfase a novas formas de pensar a comunicação, atuando de maneira estratégica para os negócios de nossos clientes, fortalecendo seu diálogo com stakeholders e tendo uma atuação focada no crescimento do negócio e da estratégia de cada um dos nossos contratantes. Criatividade, inovação e foco no resultado passaram a ser ainda mais nossa obsessão”, reforça Marcelo Diego.

Expectativas

O CEO está otimista quanto ao futuro do mercado de comunicação nacional. “O cliente quer e precisa de um aconselhamento mais íntegro e uma estratégia de comunicação ampla, pensando em conteúdo, distribuição, relevância, inovação, conhecimento e mensuração/retorno”, conta Marcelo Diego. Para ele, o público, hoje, tem contato com a marca em mais de um meio, e a mensagem precisa ser unificada e surpreender positivamente.

Por isso, é essencial pensar nos diferentes influenciadores e plataformas que participam da jornada de compra do consumidor e basear a estratégia em dados comportamentais, de setor e da marca. Assim, o mercado de comunicação está ganhando robustez teórica e criativa. “Nesse sentido, estamos muito preparados, pois o trabalho de consultoria que prestávamos para todas as áreas de negócio dentro de uma empresa, quando fazíamos um plano de comunicação com a imprensa e outros stakeholders, já era estruturado dessa maneira”, explica.

Investimentos

O executivo conta que 2017 será o ano de trazer mais tecnologia para o trabalho da agência. “O foco é automatizar procedimentos, unificar plataformas de gestão de dados e ganhar agilidade. Queremos que os nossos colaboradores usem o tempo na agência para inovar, tirando da frente processos ineficientes. Para isso, estamos coletando sugestões de melhorias dos próprios funcionários e junto a consultorias especializadas”, completa.

Um pouco mais sobre a agência

Qual o número total de clientes, em janeiro de 2017? Quantos eram em janeiro de 2016 (para análise)?

Atualmente trabalhamos com 140 clientes de todos os segmentos. No início de 2016, tínhamos 110.

Quantos colaboradores a agência tinha em 2016? Com quantos ela iniciou em 2017?

A Máquina Cohn & Wolfe tem, hoje, 204 colaboradores. Podemos considerar que esse número se manteve estável em relação ao ano passado.

Qual a formação profissional dos colaboradores (se possível, colocar quantos de cada formação)?

Nosso time reflete nosso estado de espírito, de pensar comunicação, relações corporativas e marketing integrado, com diversidade de público e de ações. Somos comunicação corporativa feita por formados em jornalismo, publicidade, RP, cientistas políticos, administradores, economistas, matemáticos, financistas, designers, videomakers, escritores, historiadores e estatísticos, entre outros.

Qual a idade média dos profissionais?

A idade média dos nossos colaboradores é 31 anos.