A palavra empreendedorismo é bastante nova no vocabulário do brasileiro, mas é fato que nosso povo sabe como ninguém inventar oportunidades de negócios para conseguir driblar o desemprego ou a dificuldade de recolocação no mercado com negócios muitas vezes criativos e inovadores.

Se antes a gente armava uma barraquinha na rua ou levava produtos de porta em porta, hoje em dia as redes sociais tornaram esse processo muito mais fácil. É preciso apenas uma página ou perfil em uma rede social para comunicar aos seus amigos e possíveis clientes que você está com um negócio novo. Seja lá o que for.

Pergunte a um pequeno comerciante se ele tem um site e terá grandes chances de ouvir um “não”. Aliás, muitos deles pularam essa parte. Minha mãe, por exemplo, empreendedora desde que eu me conheço por gente, decidiu passar do analógico direto para o smartphone. O computador é um pouco assustador para ela. São muitos botões, muitos aplicativos, muita chance de algo dar errado. Site? Ela se conecta ao público ou pelo “face” ou pelo “zap”. É assim.

“E o motivo disso é que elas oferecem aquilo que os empreendedores mais precisam para começar: custo baixo e facilidade de configuração.”

Além do mais, possuem um item que nenhum outro lugar oferece de forma rápida e gratuita: a conexão com pessoas que o usuário já conhece no “mundo real”.

Outro ponto para as redes sociais é que elas são bastante democráticas. Não importa se você é a Coca-Cola, que investe milhões em marketing todos os meses, ou a minha mãe, que gerencia tudo de seu perfil pessoal. Há espaço para todos. Invista mais e veja um resultado maior; invista menos, e veja um resultado, ainda assim, interessante.

O Facebook teve um papel importantíssimo na rentabilização e na transformação das redes sociais em um negócio sério para os grandes empreendedores. Hoje, quando um cliente me procura para cuidar das suas redes é preciso gastar um tempo explicando que elas podem ser utilizadas mais do que como um simples hub de informações, mas como um veículo que permite chegar de forma ativa nos consumidores e gerar conversões mais eficientes e baratas que qualquer outro meio.

O resultado é um investimento cada vez maior no ramo e o surgimento dos influenciadores digitais. Pessoas que vivem de engajar públicos nas suas redes e depois comunicar marcas e produtos de uma forma mais natural para estes, em troca de parcerias e um bom dinheiro.

Onde isso tudo vai chegar? Eu talvez possa ter bons palpites, como uma relação cada vez mais segmentada e focada nos influenciadores. Ou em mensagens cada vez mais efêmeras e condizentes com a velocidade da nossa sociedade pós-moderna, como Snapchat e Instagram Stories, mas definitivamente é um mundo gigante que já apresenta bons resultados, apesar de ter muito a ser explorado.

E esse desconhecido é o combustível perfeito para a criatividade do empreendedor.